O Irã propõe vendas de armas avançadas em cripto
O Irã agora propõe vender sistemas avançados de armas a governos estrangeiros em troca de criptomoedas. Trata-se de mísseis balísticos, drones armados e navios de guerra. O Irã quer assim contornar os controles financeiros ocidentais e manter suas exportações militares apesar das sanções.

Em resumo
- O Irã agora propõe vender armas avançadas, incluindo mísseis balísticos, drones e navios, com pagamento possível em criptomoedas.
- Essa opção visa contornar as sanções ocidentais e os bloqueios bancários que limitam suas exportações.
Uma oferta assumida para contornar as sanções
O Irã aceita oficialmente os pagamentos em criptomoeda para suas vendas de armas. Essa proposta vem do centro de exportação do ministério iraniano da Defesa, conhecido como Mindex. Não é um vazamento nem um rumor. De fato, a opção de pagamento está exibida em documentos promocionais destinados aos compradores estrangeiros.
O Irã enfrenta há anos um regime severo de sanções impostas pelos Estados Unidos e seus aliados. Os circuitos bancários tradicionais estão bloqueados e é quase impossível fazer pagamentos em dólares. As criptomoedas oferecem assim uma saída funcional, ainda que imperfeita.
Essa escolha não é ideológica, mas pragmática. As criptomoedas permitem transferências rápidas, transfronteiriças, sem passar pelas infraestruturas financeiras tradicionais. Para um Estado sob pressão, é uma ferramenta de sobrevivência econômica. E, agora, uma alavanca diplomática.
Os sistemas propostos não são marginais. Os catálogos mencionam drones de combate do tipo Shahed, já usados em vários conflitos recentes. Mísseis balísticos de curto e médio alcance também fazem parte da oferta. Navios, incluindo corvetas e patrulhas armadas, completam a lista.
Esses equipamentos interessam principalmente a países já isolados do sistema financeiro internacional. Estados sob sanções, ou desejando evitar os circuitos ocidentais. O Irã não mira seus adversários diretos. Ele se dirige a um mercado paralelo, já existente.
A cripto como ferramenta geopolítica
O uso de criptomoedas por Estados não é mais marginal. O Irã explora isso há vários anos, particularmente para suas importações. A novidade reside no caráter assumido e público dessa oferta militar. Não são mais operações discretas. Contudo, a mensagem é enviada abertamente.
Essa evolução preocupa as autoridades ocidentais. De fato, o Tesouro dos EUA já sancionou redes que usam criptomoedas para contornar embargos. A blockchain deixa rastros. Mas seu aproveitamento continua complexo, especialmente quando as transações passam por intermediários fora da jurisdição ocidental.
Para o Irã, o risco já existe e as sanções estão em vigor. Portanto, a margem de manobra é limitada. Dentro desse contexto, usar criptomoedas não agrava fundamentalmente a situação. Pelo contrário, permite manter uma atividade estratégica essencial.
O fato de um Estado oferecer mísseis em troca de criptomoedas muda a percepção global do setor. A criptomoeda não é mais apenas uma ferramenta financeira alternativa. Já é usada como uma alternativa para a transmissão de patrimônio. Também se torna um instrumento de soberania para potências sob restrições.
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Enseignante et ingénieure IT, Lydie découvre le Bitcoin en 2022 et plonge dans l’univers des cryptomonnaies. Elle vulgarise des sujets complexes, décrypte les enjeux du Web3 et défend une vision d’un futur numérique ouvert, inclusif et décentralisé.
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