Assassinato de um casal de investidores de cripto russos: Um israelense preso em Dubai
A cripto deveria ser uma revolução. Ela se tornou um ímã para malfeitores. Hackers, golpistas, sequestradores. Agora, assassinos. A violência física alcançou a indústria das criptomoedas. A prova é este caso que arrepia. Um casal de investidores russos encontrado esquartejado no deserto de Dubai. E um detetive particular israelense que caiu nas redes da polícia. Bem-vindo às novas fronteiras do crime organizado.

Em resumo
- Michael Greenberg, detetive israelense radicado na Tailândia, foi preso em Dubai pelas forças especiais dos Emirados.
- Roman Novak, golpista reincidente de cripto, havia levantado 500 milhões de dólares antes de ser assassinado com sua esposa.
- Seus corpos esquartejados foram encontrados enterrados no deserto depois que suas carteiras digitais se mostraram vazias.
- Oito suspeitos já estavam presos; os dados de seus telefones levaram diretamente à prisão de Greenberg.
O detetive e suas sombras: Michael Greenberg preso em Dubai
Dubai, há três meses. Uma operação violenta das forças especiais dos Emirados. Eles retiraram um homem de seu esconderijo. Seu nome é Michael Greenberg. Detetive particular israelense radicado na Tailândia. Sua agência, Mike Green Private Investigation, atua há vinte anos em Bangkok. Por várias semanas, nenhum sinal de vida. Sua família se preocupa. Então chega a confirmação: ele está detido. As autoridades permanecem em silêncio sobre as acusações.
Por que ele? A investigação russa explorou os telefones dos oito suspeitos já presos. Informações cruciais foram descobertas neles. Greenberg não é acusado de ter matado o casal Novak. Mas de ter tido ligações com os assassinos. De ter organizado? Aconselhado? Facilitado? O mistério permanece.
Greenberg não é suspeito de ter cometido os assassinatos, mas de ter relações com os autores. As provas encontradas nos telefones dos suspeitos durante a investigação russa levaram à sua prisão, nota Ynetnews.
Seu passado o alcança. Em 2021, ele já era suspeito. Teria planejado o sequestro de um empresário taiwanês em Bangkok. Uma tentativa de resgate de 2 milhões de dólares. Ele escapou da rede. Mas não desta vez. A pressão se apertou.
Encontro com a morte: a armadilha da vila e a carteira de criptomoedas vazia
Voltando no tempo. Outubro de 2025. Roman Novak e sua esposa Anna vivem em Dubai. Ele é um ex-presidiário russo. Em 2020, cumpriu seis anos por fraude relacionada a criptoativos. Liberto em 2023, ele relança uma captação de fundos. Via Fintopio, um app de transferências, ele arrecada cerca de 500 milhões de dólares. Muitos gritam fraude. Alguns investidores o acusam de ter desaparecido com os fundos.
No dia 2 de outubro, o motorista os deixa perto de um lago. Zona de Hatta, fronteira com Omã. Um encontro com “potenciais investidores”. Na verdade, uma armadilha. São atraídos para uma vila alugada. Seu crime? Ter criptomoedas. Os sequestradores querem uma coisa: acesso às carteiras digitais de Novak. A chave da suposta fortuna.
Problema: as carteiras estão vazias. Totalmente vazias. Os malfeitores percebem que sequestraram um homem sem um satoshi. Então passam à ação. Os corpos são encontrados em novembro, enterrados no deserto, esquartejados. Os suspeitos fugiram para a África do Sul antes de desaparecer. Ironia trágica: Novak talvez já estivesse falido. Mas seus assassinos só acreditaram nisso após matá-lo. A carteira de criptomoedas vazia selou seu destino.
O caso Novak em números
- 500 milhões de dólares arrecadados por Novak, que desapareceram;
- 8 suspeitos presos antes da prisão de Greenberg;
- 2 de outubro de 2025: data da última aparição do casal;
- 2 milhões de dólares: resgate exigido em um sequestro anterior envolvendo Greenberg em 2021.
No ano passado, a França foi abalada por uma onda de sequestros ligados às criptos. Pessoas próximas a chefes de exchanges. Um cofundador da Ledger. As prisões se sucederam. Mas são suficientes? Enquanto a blockchain prometer anonimato, homens continuarão morrendo por chaves privadas. A violência se tornou um negócio como outro qualquer.
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