Bitcoin : hashrate volta a ficar abaixo de 1 zettahash, e a dificuldade acompanha a queda
O Bitcoin desacelera levemente, mas a rede não está quebrando. Em 1º de maio de 2026, sua dificuldade de mineração caiu 2,3%, enquanto o hashrate voltou a ficar abaixo do limite simbólico de 1 zettahash por segundo.

En bref
- O Bitcoin reduziu sua dificuldade em 2,3% após a queda do hashrate.
- A rede continua sólida, mas os mineradores seguem sob pressão.
- O próximo ajuste, por volta de 17 de maio, será observado de perto.
Bitcoin ajusta sua dificuldade após a queda do hashrate
A nova queda da dificuldade mostra, acima de tudo, uma coisa: a rede Bitcoin se adapta. Não se trata de um bug, nem de uma interrupção brusca. É o mecanismo previsto pelo protocolo quando a potência computacional diminui.
Essa correção ocorre após outra queda de 2,43% em 17 de abril. O Bitcoin.com News indica que a dificuldade agora está em 132,47 trilhões após o ajuste no bloco 947.520. Essa também é a sexta redução de dificuldade observada em 2026.
O sinal, portanto, é claro. Os mineradores desaceleraram parte de suas máquinas ou deslocaram sua potência para outro lugar. A rede, por sua vez, reduz a dificuldade para trazer gradualmente os blocos de volta ao ritmo esperado.
Abaixo de 1 ZH/s, o limite é sobretudo psicológico
A passagem para baixo de 1 zettahash por segundo chama atenção porque o número é impressionante. Um zettahash representa 1.000 exahashes por segundo. É mais uma fronteira mental do que um muro técnico.
Em 3 de maio de 2026, a potência computacional da rede oscilava entre 899 e 958 EH/s em 24 horas, segundo dados citados pelo Bitcoin.com News. A Binance Square também menciona uma média de sete dias em torno de 965,99 EH/s.
Em outras palavras, o Bitcoin continua em uma faixa muito elevada. A rede não está voltando para trás. Ela apenas respira depois de uma fase de tensão. A verdadeira pergunta está em outro ponto: quantos mineradores ainda conseguem se manter rentáveis se as receitas continuarem apertadas?
Mineradores ganham um pouco de fôlego, mas ainda não conforto
O ponto mais interessante vem do hashprice. Ele subiu para US$ 37,52 por PH/s, contra US$ 34,39 anteriormente. É uma melhora concreta para os mineradores que ainda estão ativos.
Mas essa melhora não resolve tudo. Uma queda da dificuldade facilita a mineração para quem continua conectado. Porém, se o hashrate continuar recuando, isso também pode indicar uma pressão econômica persistente sobre os operadores menos eficientes.
A ForkLog observa que o hashprice ultrapassou US$ 37 por PH/s por dia pela primeira vez desde o fim de janeiro. É um pequeno alívio, não um retorno à euforia. As máquinas continuam funcionando, mas as margens são negociadas centavo por centavo.
Blocos mais lentos talvez preparem uma nova queda
O tempo médio entre os blocos chegou a cerca de 10 minutos e 28 segundos em 3 de maio. Isso está acima da meta habitual de 10 minutos. Por isso, um novo ajuste para baixo ainda pode ocorrer por volta de 17 de maio.
Mas é preciso manter a prudência. Mais de 1.800 blocos ainda precisam ser minerados antes do próximo ajuste. Muita coisa pode mudar até lá. Uma recuperação do preço do Bitcoin ou do hashprice poderia trazer mais máquinas de volta à rede.
Do lado dos pools, a Foundry USA segue dominante, com 31,51% dos 987 blocos minerados em sete dias. Antpool e ViaBTC vêm logo atrás. Juntos, esses três atores representam 58,35% da potência observada no período. Essa concentração continua sendo um ponto de atenção, mesmo que 115 entidades ainda participem da rede.
Uma desaceleração, não um sinal de fraqueza
Essa queda da dificuldade não deve ser interpretada como uma derrota do Bitcoin. Ela mostra, antes, a dureza da economia da mineração. Quando os custos sobem ou as receitas caem, as máquinas menos rentáveis saem do jogo.
O protocolo, por sua vez, faz aquilo que sabe fazer. Ele ajusta. Ele absorve. Ele continua produzindo blocos, mesmo com menos potência do que no pico recente.
Para o mercado, a mensagem é mais nuançada. O Bitcoin continua protegido por uma potência computacional gigantesca. Mas os mineradores avançam sobre uma linha estreita, entre alívio temporário e incerteza operacional. Meados de maio mostrarão se esse recuo foi apenas uma pausa técnica ou o início de um ajuste mais profundo.
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Enseignante et ingénieure IT, Lydie découvre le Bitcoin en 2022 et plonge dans l’univers des cryptomonnaies. Elle vulgarise des sujets complexes, décrypte les enjeux du Web3 et défend une vision d’un futur numérique ouvert, inclusif et décentralisé.
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