Bitcoin, vítima colateral de Basileia III segundo Pierre Rochard
Os reguladores americanos acabam de publicar uma revisão importante de Basileia III. Problema: o Bitcoin está ausente. Para Pierre Rochard, CEO da The Bitcoin Bond Company, esse silêncio cria um risco sistêmico. Os bancos, sem diretrizes claras, poderiam se encontrar em uma zona cinzenta custosa.

Em resumo
- A revisão de Basileia III não menciona o Bitcoin, deixando os bancos sem diretrizes claras sobre seu tratamento (empréstimos, custódia, derivativos).
- Pierre Rochard alerta que essa incerteza regulatória pode frear a inovação e expor os bancos a custos imprevistos ou sanções.
- Enquanto Europa e Ásia esclarecem suas regras para cripto, os Estados Unidos correm o risco de perder sua liderança financeira sobre ativos digitais.
Basileia III: Pierre Rochard critica a ausência de um marco para o Bitcoin
As propostas de Basileia III, publicadas em março de 2026, ignoram deliberadamente o Bitcoin. Pierre Rochard soa o alarme: sem um marco claro, os bancos americanos não sabem como tratar as exposições relacionadas ao Bitcoin, seja em empréstimos, custódia ou produtos derivativos. Além disso, o marco SCO60 de Basileia, que impõe um peso de risco de 1.250% para criptomoedas não lastreadas, nem é mencionado.
Esse silêncio regulatório não é trivial. De fato, cria uma insegurança jurídica que pode levar os bancos a evitarem qualquer atividade relacionada ao Bitcoin, por medo de sanções ou custos imprevistos. Rochard insiste e acredita que os reguladores não podem permitir que esse vazio persista. Para ele, as consequências podem ser graves, tanto para as instituições financeiras quanto para a inovação no setor cripto.
Por que esse silêncio sobre o Bitcoin é um erro estratégico para os Estados Unidos
Enquanto Europa e Ásia esclarecem suas regras para atrair empresas cripto, os Estados Unidos permanecem em silêncio. Pierre Rochard critica essa falta de visão. Para ele, os reguladores americanos sabotam a inovação financeira. O mais chocante é que as propostas de Basileia III especificam o tratamento dos “tokenized securities”, mas ignoram o Bitcoin, um ativo muito mais dinâmico e influente.
Essa dupla medida pode custar caro. De fato, bancos privados de diretrizes claras podem interpretar as regras de maneira divergente, criando distorções no mercado. Os investidores, por sua vez, poderiam migrar para jurisdições mais acolhedoras, enfraquecendo a posição dos Estados Unidos. Rochard destaca que essa incerteza regulatória é um erro estratégico e que os Estados Unidos correm risco de perder seu protagonismo financeiro.
Os alertas de Pierre Rochard devem ser ouvidos. Os reguladores americanos têm uma oportunidade histórica: esclarecer o tratamento do Bitcoin em Basileia III. Caso contrário, os Estados Unidos podem perder sua liderança. E você, acha que os Estados Unidos deveriam adotar o marco SCO60 para o BTC?
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Le monde évolue et l'adaptation est la meilleure arme pour survivre dans cet univers ondoyant. Community manager crypto à la base, je m'intéresse à tout ce qui touche de près ou de loin à la blockchain et ses dérivés. Dans l'optique de partager mon expérience et de faire connaître un domaine qui me passionne, rien de mieux que de rédiger des articles informatifs et décontractés à la fois.
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