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E-mails de Epstein mencionam contatos com os fundadores do Bitcoin

7h33 ▪ 5 min de leitura ▪ por Mikaia A.
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Muitos gostariam de virar a página Epstein, até mesmo a de Trump, já que esses nomes incomodam. No entanto, a tempestade não se acalma. Os “Epstein Files”, documentos judiciais recentemente divulgados, revelam novas trocas onde o financista caído menciona… o bitcoin. Essa descoberta abala a criptoesfera, já assombrada pela volatilidade e dúvidas. Pois ao longo dos e-mails, toda a fronteira entre poder, dinheiro e idealismo tecnológico fica turva. O caso Epstein ressurge, no coração da revolução cripto.

Epstein abre um arquivo marcado como “Bitcoin” em uma sala escura, cercado por símbolos enigmáticos e figuras anônimas inquietantes.

En bref

  • Epstein afirmava ter conversado com os fundadores do bitcoin para criar uma moeda digital em conformidade com a Sharia.
  • Suas doações ao MIT financiaram desenvolvedores importantes do Bitcoin, confundindo as fronteiras entre independência e influência.
  • E-mails mostram seu envolvimento indireto nas tensões entre Ripple, Stellar e Blockstream.
  • O caso reacende os debates sobre o financiamento opaco e a influência das elites sobre a criptomoeda.

Bitcoin, Blockstream e MIT: a descentralização diante dos círculos de elite

Os e-mails do Department of Justice revelam um aspecto surpreendente da história do bitcoin. Em outubro de 2016, Jeffrey Epstein escreveu para dois contatos sauditas que tinha “conversado com alguns dos fundadores do Bitcoin” para discutir uma moeda digital conforme à Sharia. Ele propôs criar uma “Sharia digital” inspirada na blockchain.

Essa mensagem, agora pública, mostra que Epstein circulava entre os primeiros círculos do universo cripto, incluindo Adam Back, Peter Thiel e Larry Summers. Ele mantinha também vínculos diretos com o MIT Media Lab, que financiava os desenvolvedores do protocolo Bitcoin através de sua Digital Currency Initiative (DCI).

Essa rede de elite contradiz a imagem de um bitcoin puramente comunitário. Epstein, doador ativo do MIT, financiava parte dessa pesquisa, muitas vezes por doações discretas. O paradoxo é claro: a primeira cripto mundial, tida como nascida fora do sistema, às vezes sobreviveu graças aos recursos daqueles que pretendia desafiar.

Cripto e financiamento acadêmico: a sombra de Epstein no MIT 

Entre 2013 e 2017, o MIT Media Lab torna-se um refúgio para os desenvolvedores do Bitcoin Core enquanto a Bitcoin Foundation entra em colapso financeiro. Documentos do DOJ revelam que Jeffrey Epstein doou centenas de milhares de dólares para essa instituição, apoiando diretamente a Digital Currency Initiative. Esse fundo servia para remunerar Gavin Andresen, Cory Fields e Wladimir van der Laan, pilares do código do bitcoin.

Epstein também aparece nos registros de investimento da Blockstream, empresa chave da infraestrutura Bitcoin, por cerca de 500 mil dólares. Em um e-mail autenticado, um pesquisador da DCI agradece a Jeffrey Epstein pelo apoio decisivo que permitiu a continuidade do desenvolvimento do protocolo Bitcoin. Epstein responde com uma breve fórmula de aprovação, enfatizando que apoiava principalmente a pesquisa científica e não as considerações políticas.

Esse financiamento não prova um controle, mas levanta uma questão moral. Como conciliar a transparência promovida pela cripto com financiamentos vindos de redes opacas? O legado de Epstein ainda paira sobre o laboratório.

De Ripple ao Bitcoin: fraturas ideológicas e suspeitas persistentes   

Os Epstein Files também revelam sua presença em trocas de 2014 entre investidores da Ripple e Stellar. O e-mail intitulado “Stellar isn’t so Stellar “, redigido por Austin Hill, cofundador da Blockstream, denunciava o financiamento duplo desses dois projetos concorrentes. Epstein, Joichi Ito (MIT) e Reid Hoffman (LinkedIn) estavam em cópia.

Essa implicação menor ilustra um mal-estar maior: a criptoesfera sempre foi atravessada por rivalidades ideológicas e lutas de influência. As tensões em torno de Ripple, Stellar ou Bitcoin refletem a fragilidade de um ecossistema onde idealismo e capital se entrelaçam.

O ex-diretor técnico da Ripple, David Schwartz, comentou essas revelações no X: 

Odeio parecer um teórico da conspiração, mas não ficaria surpreso se isso for apenas a ponta do iceberg. 

Os e-mails não provam nenhuma conspiração, mas lembram que a fronteira entre poder financeiro e inovação descentralizada é muito tênue.

Números, fatos e referências-chave

  • 2013–2017: período das doações de Epstein ao MIT Media Lab;
  • 500.000 $: investimento estimado na Blockstream;
  • 75.773 $: preço do BTC no momento da redação;
  • 2016: e-mail onde Epstein afirma ter falado com os fundadores do Bitcoin;
  • 2026: publicação oficial dos Epstein Files pelo DOJ.

O caso Epstein lembra que o bitcoin nunca evoluiu fora do mundo real, mas em constante tensão com ele. No entanto, outras ameaças surgem. Pesquisadores agora temem a ameaça quântica, capaz de quebrar a criptografia atual. Essa preocupação levou a Jefferies a apostar no ouro, considerando o bitcoin vulnerável a essa revolução tecnológica.

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Mikaia A.

La révolution blockchain et crypto est en marche ! Et le jour où les impacts se feront ressentir sur l’économie la plus vulnérable de ce Monde, contre toute espérance, je dirai que j’y étais pour quelque chose

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