Jiuzhang 4.0 reacende debate sobre segurança futura do Bitcoin
O cálculo quântico pode ter entrado em uma nova era. A China afirma ter desenvolvido uma máquina capaz de executar em 25 microssegundos operações que nenhum supercomputador clássico poderia reproduzir antes de um tempo inimaginável. Por trás do Jiuzhang 4.0, apresentado pela University of Science and Technology of China (USTC), já surge um desafio explosivo para a indústria cripto: a segurança futura do bitcoin diante da aceleração das tecnologias quânticas. Essa conquista também reacende a batalha estratégica entre Pequim e Washington na corrida mundial pelo poder computacional.

Em resumo
- A China apresentou o Jiuzhang 4.0, um computador quântico fotônico capaz de manipular 3.050 fótons e executar cálculos considerados impossíveis para supercomputadores clássicos.
- Pesquisadores chineses afirmam que a máquina pode gerar algumas amostras de dados em apenas 25 microssegundos graças a vários avanços técnicos importantes.
- Essa descoberta reacende os debates sobre a segurança criptográfica do bitcoin diante dos rápidos avanços da computação quântica.
- O anúncio do Jiuzhang 4.0 também ilustra o aumento da rivalidade tecnológica entre China e Estados Unidos na corrida mundial pelo cálculo quântico.
Jiuzhang 4.0 ultrapassa os limites do cálculo clássico
A USTC revelou oficialmente o Jiuzhang 4.0, uma nova versão de seu computador quântico fotônico capaz de manipular 3.050 fótons, contra 255 do Jiuzhang 3.0 apresentado em 2023.
O professor Lu Chaoyang afirma que “a amostra de dados mais complexa gerada pelo Jiuzhang 4.0 leva apenas 25 microssegundos, menos que um simples piscar de olhos”. Segundo ele, “um supercomputador clássico levaria mais de 10 elevado à potência 42 anos para produzir o mesmo resultado”.
Os pesquisadores chineses destacam vários avanços técnicos importantes :
- A manipulação de 3.050 fótons contra 255 da geração anterior ;
- A eficiência da fonte aumentada para 92 % ;
- A eficiência geral atingindo 51 % ;
- Uma otimização do interferômetro fotônico ;
- Um avanço importante no domínio do Boson sampling.
Essa arquitetura fotônica difere das abordagens supercondutoras usadas pela IBM ou Google. Os pesquisadores da USTC também acreditam que o Jiuzhang 4.0 poderia abrir caminho para “trillion-qubit-mode three-dimensional cluster states”, uma perspectiva apresentada como uma etapa chave no desenvolvimento futuro do cálculo quântico.
O bitcoin diante de uma pressão quântica crescente
O anúncio chinês reaviva imediatamente as preocupações sobre a segurança criptográfica do bitcoin. Vários atores do ecossistema agora acompanham atentamente o progresso das máquinas quânticas capazes, eventualmente, de atacar os sistemas de criptografia elíptica usados para proteger as carteiras BTC. As discussões sobre o projeto BIP-360, destinado a fortalecer a resistência quântica do protocolo Bitcoin, voltam assim ao primeiro plano à medida que os avanços de hardware aceleram.
Um sistema IBM conseguiu quebrar uma chave ECC de 15 bits, uma demonstração certamente limitada, mas suficiente para alimentar os debates sobre a vulnerabilidade futura das infraestruturas blockchain. Para alguns desenvolvedores do Bitcoin, a ameaça ainda está distante devido às limitações técnicas atuais. Outros, pelo contrário, acreditam que o ecossistema deve preparar agora uma migração progressiva para padrões criptográficos pós-quânticos antes que as capacidades das máquinas se tornem realmente exploráveis em larga escala.
Essa nova demonstração chinesa, portanto, vai além do simples âmbito científico. Ela ilustra a ascensão de uma competição tecnológica onde o poder computacional se torna uma questão de soberania, cibersegurança e domínio industrial. Para o bitcoin e todo o setor cripto, a questão não é mais se a computação quântica irá avançar, mas quão rápido as infraestruturas atuais precisarão evoluir para se manterem seguras frente a esta nova geração de máquinas. Porém, alguns especialistas acreditam que já é tarde demais para migrar o bitcoin.
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Diplômé de Sciences Po Toulouse et titulaire d'une certification consultant blockchain délivrée par Alyra, j'ai rejoint l'aventure Cointribune en 2019. Convaincu du potentiel de la blockchain pour transformer de nombreux secteurs de l'économie, j'ai pris l'engagement de sensibiliser et d'informer le grand public sur cet écosystème en constante évolution. Mon objectif est de permettre à chacun de mieux comprendre la blockchain et de saisir les opportunités qu'elle offre. Je m'efforce chaque jour de fournir une analyse objective de l'actualité, de décrypter les tendances du marché, de relayer les dernières innovations technologiques et de mettre en perspective les enjeux économiques et sociétaux de cette révolution en marche.
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