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Maduro capturado, o dólar relançado? Kiyosaki denuncia uma manobra global

Sun 04 Jan 2026 ▪ 6 min de leitura ▪ por Mikaia A.
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A prisão de Nicolás Maduro nos Estados Unidos abalou a cena internacional. Mas além da dimensão política, quem vacilou foi o mercado financeiro mundial. A Venezuela, rica em petróleo e estratégica nos fluxos energéticos globais, pesa muito mais do que um simples país sob sanção. Para Robert Kiyosaki, este caso é a árvore que esconde uma floresta de manipulações monetárias. O autor de “Pai Rico, Pai Pobre” traça até linhas até o bitcoin, que ele considera um refúgio diante de um sistema financeiro explosivo.

Maduro cai de um trono quebrado, em pânico. Um Bitcoin humanóide luminoso sobe os degraus, dominando duas sombras que simbolizam o dólar e o yuan.

Em resumo

  • Kiyosaki vê na queda de Maduro uma manobra contra a emancipação financeira da Venezuela.
  • A Venezuela vendia seu petróleo fora do dólar, por meio de canais alternativos controlados pela China.
  • As sanções americanas agora visam os sistemas ao redor do petróleo, não apenas os governos.
  • Bitcoin se torna um bastião segundo Kiyosaki, frente a uma finança internacional politizada demais.

Por que a Venezuela é um quebra-cabeça sistêmico mundial

Quando Maduro, também adversário da Guiana, foi preso e transferido para os Estados Unidos, o mundo observou. Mas os mercados reagiram. Por quê? A Venezuela possui uma das maiores reservas petrolíferas mundiais, com exportações fora do circuito clássico, frequentemente destinadas à China. Esse modelo paralelo contornou o dólar, o que constitui um desafio direto à supremacia americana.

Robert Kiyosaki destaca que:

A maioria das pessoas pensa que Iraque, Irã e Venezuela é uma história de petróleo. Isso é só a superfície. Na realidade, é uma história da China. 

Segundo ele, os verdadeiros desafios são monetários, sistêmicos, invisíveis à primeira vista.

As sanções não miram mais os países, mas os canais. Companhias marítimas, seguradoras, portos, plataformas de pagamento… É aí que as pressões atuam. Para Kiyosaki, não é uma guerra militar, mas uma guerra de sistemas. E a Venezuela é o símbolo perfeito dessa tensão: rica em recursos, isolada financeiramente, dependente de redes alternativas. Uma equação explosiva.

Kiyosaki: As guerras começam com dinheiro 

Num longo post no Facebook, Robert Kiyosaki comenta um fato marcante:

Hoje as guerras não começam mais com bombas. Começam com dinheiro. 

Ele cita o Iraque, onde a tentativa de Saddam Hussein de vender petróleo em euros, segundo ele, precipitou seu destino.

Esse paralelo com a Venezuela não é casual. Maduro cultivou relações econômicas baseadas em moedas alternativas, contratos petrolíferos lastreados em dívidas e circuitos de pagamento não dolarizados. Para Kiyosaki, esses elementos transformam o país numa ameaça à ordem monetária estabelecida.

Não se trata mais apenas de energia, mas de soberania monetária. O dólar está no centro do jogo, e todo país que busca se libertar dele é imediatamente visado por meios não convencionais. Kiyosaki fala aqui das novas formas de guerra: financeiras, digitais, logísticas.

E é nesse contexto que surge o bitcoin. Para ele, essa cripto representa um sistema financeiro fora do controle dos bancos centrais e governos. Ela é, portanto, por essência, uma resposta à militarização das finanças. Uma forma para cidadãos e investidores se protegerem.

Maduro, bitcoin e o despertar dos mercados digitais

Por trás dos mísseis, outra guerra se desenrola: a dos sistemas de pagamento e das moedas. Para Robert Kiyosaki, a captura de Maduro não é um fim, mas um sinal de alerta. O que a Venezuela representava — um Estado petrolífero buscando se libertar do dólar via a China — foi percebido como um afronta estratégica. Nesse contexto, o bitcoin volta a ser uma alternativa séria.

Quando o dinheiro se torna político, os cidadãos são os primeiros a sofrer” , escreve ele. E acrescenta que ” se suas reservas ficam congeladas, seu petróleo não pode ser assegurado, sua moeda não pode realizar trocas, seu acesso a pagamentos globais é restringido, então você não controla mais seu país“.

O bitcoin, ativo sem fronteiras, sem sistema bancário, sem necessidade de validação institucional, atrai aqueles marginalizados pelo dólar. Kiyosaki não se engana: para ele, os verdadeiros ricos não estudam política, estudam sistemas. E o sistema dominante está em mutação.

Não se trata mais de possuir o ouro negro, mas de controlar a engenharia monetária mundial. O BTC pode bem tornar-se a saída de um mundo em transição.

5 fatos a reter

  • 91.278 $: preço do bitcoin no momento da redação deste artigo;
  • 700.000–900.000 barris/dia: exportações petrolíferas da Venezuela, majoritariamente para a China;
  • 1,8 trilhão de dólares: capitalização do bitcoin logo após a captura de Maduro;
  • 60 milhões de dólares: liquidação de posições vendidas (shorts) numa hora durante a alta das criptos;
  • Alvos das sanções: companhias marítimas, portos, seguradoras e canais de pagamento — não o petróleo em si.

A queda de Maduro não só abalou a diplomacia. Ela desencadeou um terremoto monetário cujas repercussões beneficiam a indústria cripto. O bitcoin, nesse contexto, ultrapassou os 91.000 dólares, provando que não é mais apenas um ativo alternativo, mas uma bússola na era dos conflitos financeiros.

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Mikaia A.

La révolution blockchain et crypto est en marche ! Et le jour où les impacts se feront ressentir sur l’économie la plus vulnérable de ce Monde, contre toute espérance, je dirai que j’y étais pour quelque chose

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