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O banco Morgan Stanley se abre para a cripto com uma carteira dedicada

10h15 ▪ 4 min de leitura ▪ por Evans S.
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Morgan Stanley nunca foi do tipo que corre atrás das modas. Então, quando o banco anuncia uma carteira de ativos digitais, pensada para cripto mas também para os real-world assets (RWA) tokenizados, o sinal é claro. Wall Street não quer mais apenas “tolerar” o setor, quer segurar as chaves. Segundo o Barron’s, essa carteira digital deve ser lançada em 2026 e terá, desde o início, uma mistura híbrida: cripto de um lado, ativos do mundo real (ações, obrigações, imóveis) do outro.

Um banqueiro do Morgan Stanley descobre uma carteira cripto.

Em resumo

  • Morgan Stanley lançará uma carteira cripto em 2026.
  • Ela suportará criptos e ativos tokenizados (RWA).
  • O banco também acelera via E*Trade e projetos de ETF cripto.

Uma carteira Morgan Stanley: um cofre-forte, mas principalmente um botão “On”

Uma carteira, não é apenas mais um app. É uma interface de controle: quem tem o quê, onde, e sob quais regras. Ao entrar nesse jogo, Morgan Stanley tenta mover a cripto do terreno “experimental” para um uso mais comum, quase administrativo, o que, nas finanças, é muitas vezes a maior revolução.

O interesse é a promessa de reunir ativos tradicionalmente separados. A cripto atrai por sua liquidez e portabilidade. Os RWA, por sua vez, seduzem porque falam a linguagem dos investidores institucionais: fluxo, colateral, rendimento, jurídico. Colocando tudo isso em uma única carteira, Morgan Stanley prepara uma ponte em vez de um simples produto.

E é preciso ler nas entrelinhas. Se um banco desse calibre lança uma carteira, é porque ele vê chegar uma demanda do cliente que vai além do “quero Bitcoin”. A demanda torna-se: “quero acessar a nova tubulação financeira”.

Os RWA: a cripto que usa gravata

Os real-world assets tokenizados são a parte mais estratégica do anúncio. Tokenizar uma ação, uma obrigação ou um pedaço de imóvel não é transformar esses ativos em memes: é tentar tornar sua circulação mais rápida, programável e “componível” com outros blocos financeiros.

Em outras palavras, Morgan Stanley não aposta apenas em moedas que sobem e descem. Ela aposta em uma finança onde os títulos se movimentam com a flexibilidade de um token, mantendo salvaguardas regulatórias. É exatamente o compromisso que as grandes instituições procuram: inovação, mas com um quadro regulatório.

Essa opção RWA também tem uma vantagem política (no sentido amplo, não partidário): ela torna a cripto menos “anti-sistema”. Ao respaldá-la com ativos familiares, o banco desdramatiza a entrada e reduz o atrito psicológico dos clientes patrimoniais.

ETFs e E*Trade: a rampa de acesso ao público… sob controle

A carteira não surge no vazio. Morgan Stanley já acelerou no terreno dos produtos listados: o banco protocolou junto à SEC pedidos para ETFs relacionados ao Bitcoin e Solana, e também tem um veículo relacionado ao Ethereum em andamento.

Paralelamente, sua corretora E*Trade deve permitir a negociação de criptomoedas (incluindo BTC, ETH e SOL) ao longo de 2026, ampliando a distribuição. Não são mais apenas clientes muito ricos e seletos.

O mais interessante é a coerência: Morgan Stanley abre o acesso, mas ela controla o risco. Sua própria pesquisa menciona uma exposição cripto limitada (frequentemente citada entre 2% a 4% dependendo do perfil), e insiste na disciplina do rebalanceamento. Em outras palavras: “sim à cripto, mas não a qualquer custo”

No fundo, essa carteira dedicada parece menos uma mania e mais um verdadeiro pivô: Morgan Stanley quer se tornar o lugar onde a cripto deixa de ser uma exceção e passa, enfim, a ser uma linha de balanço líquida, monitorada e integrada. E se acreditarmos naqueles que profetizam um bitcoin a 2,9 milhões de dólares, esse tipo de ferramenta deixa de ser luxo: torna-se obrigatório.

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Evans S.

Fasciné par le bitcoin depuis 2017, Evariste n'a cessé de se documenter sur le sujet. Si son premier intérêt s'est porté sur le trading, il essaie désormais activement d’appréhender toutes les avancées centrées sur les cryptomonnaies. En tant que rédacteur, il aspire à fournir en permanence un travail de haute qualité qui reflète l'état du secteur dans son ensemble.

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