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Por que Circle considera os medos sobre stablecoins "totalmente absurdos"

7h15 ▪ 5 min de leitura ▪ por Mikaia A.
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Os stablecoins estão em toda parte. Nos debates, nas regulações, nos jantares de investidores e até em Davos. Sim, o assunto ganhou destaque, chegando ao Fórum Econômico Mundial, onde a cripto entrou na pauta das grandes discussões. E foi Jeremy Allaire, o CEO da Circle, quem tomou a frente. Diante das críticas vindas do mundo bancário, ele defendeu seus tokens lastreados no dólar como um pilar das finanças modernas, e não uma ameaça a elas.

Jeremy Allaire exibe uma stablecoin brilhante diante de banqueiros preocupados, tendo como pano de fundo um gráfico digital chamativo.

En bref

  • Jeremy Allaire considera “absurdas” as preocupações com o pânico bancário relacionadas aos rendimentos das stablecoins.
  • Os fundos monetários coexistem com os bancos, prova de que a estabilidade financeira permanece intacta.
  • A Circle desenvolve o Arch, uma blockchain projetada para trocas entre inteligências artificiais autônomas.
  • As stablecoins estão se tornando a ponte natural entre as finanças tradicionais e a economia emergente das criptomoedas.

Bancos em pânico, Jeremy Allaire contra-ataca em Davos

Em Davos, Jeremy Allaire não economizou palavras. As preocupações sobre os rendimentos dos stablecoins? “Totalmente absurdas“. Para ele, comparar esses ativos digitais a uma bomba-relógio é má-fé. Grandes bancos, como o Bank of America, levantaram a cifra de 6 trilhões de dólares que poderiam escapar de seus cofres caso os stablecoins remunerados fossem legalizados.

Mas o CEO da Circle lembra que os fundos do mercado monetário americano somam mais de 7 trilhões e coexistem muito bem com o sistema bancário.

Ele insiste: 

Eles promovem a fidelidade e reforçam a atração dos clientes… Os juros não são suficientes para fragilizar a política monetária. 

A questão não é técnica: é política. Legisladores americanos debatem o CLARITY Act, que visa regulamentar os stablecoins. Para a Circle, o risco não é desestabilizar as finanças, mas desacelerar sua transformação.

De Wall Street ao código: como a Circle acompanha a transformação do crédito

Se os bancos temem a Circle, é porque ela representa uma mudança profunda. O crédito global está migrando dos balanços bancários para os mercados de capitais e para as finanças tokenizadas.

Nos Estados Unidos, Jeremy Allaire lembrou: grande parte do crescimento econômico recente foi financiado por dívida de mercado, não por empréstimos tradicionais.

O USDC, stablecoin principal da Circle, se torna uma peça de transição: uma ponte entre finanças clássicas e o ecossistema cripto. Seu modelo baseia-se em transparência, conformidade e liquidez, três qualidades raramente reunidas nos mercados tradicionais.

Essa transformação não destrói os bancos; ela os complementa. O atendimento físico vira código, e a relação de confiança se transfere para protocolos programáveis.

Assim, a Circle não é concorrente dos bancos, mas um aliado digital. Onde as finanças tradicionais se exaurem, a cripto inventa novas lógicas de fluxo, crédito e rentabilidade.

Circle, IA e a cripto das máquinas: um futuro já em andamento

Em Davos, Jeremy Allaire ampliou o debate para além dos mercados. Sua mensagem: os stablecoins não são feitos apenas para humanos, mas também para inteligências artificiais. Ele explicou que bilhões de agentes IA precisarão de um meio de pagamento nativo, programável e estável.

Na minha opinião, hoje não existe nenhuma alternativa aos stablecoins para realizar isso.

Jeremy Allaire

Os tweets acima reproduziram essas declarações: eles descrevem os agentes IA como os futuros atores econômicos autônomos, capazes de pagar, negociar, investir. A Circle vê nisso uma evidência: sem stablecoin, não há comunicação econômica possível entre essas entidades digitais.

Para antecipar essa era, a Circle constrói Arch, uma blockchain dedicada às trocas entre agentes IA e aplicações. Nessa visão, o stablecoin se torna a língua universal das finanças automatizadas.

Stablecoins, IA e cripto: 5 pontos-chave de Davos 2026

  • 7 trilhões USD: volume dos fundos do mercado monetário americano, sem pânico bancário;
  • 6 trilhões USD: depósitos bancários ameaçados segundo grandes bancos;
  • Arch: nova blockchain da Circle para agentes IA;
  • USDC: ponte entre finanças reguladas e a esfera cripto;
  • Allaire, CZ e Novogratz: todos veem a IA como o futuro usuário dos stablecoins.

A oposição entre bancos e cripto está desaparecendo gradualmente. Até David Sacks, investidor do Vale do Silício, afirma que essa separação está chegando ao fim. O futuro será de uma finança híbrida, onde Circle e instituições tradicionais coexistirão, cada uma contribuindo para construir uma economia onde código e confiança são uma só coisa.

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Mikaia A.

La révolution blockchain et crypto est en marche ! Et le jour où les impacts se feront ressentir sur l’économie la plus vulnérable de ce Monde, contre toute espérance, je dirai que j’y étais pour quelque chose

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