Stablecoins : Coinbase rejeita um compromisso chave do Senado americano
Coinbase pressiona Washington novamente. A plataforma se opõe mais uma vez ao compromisso sobre stablecoins, bloqueando o avanço de um texto chave no Senado americano. Na superfície, o debate é sobre um detalhe técnico: o rendimento. Na realidade, trata-se de uma batalha estratégica entre bancos, exchanges e poder político, cujo resultado redesenhará a economia do dólar digital.

Em resumo
- Coinbase se opõe ao compromisso do Senado sobre os rendimentos dos stablecoins.
- A plataforma teme que o texto proíba exchanges de pagar rendimentos aos usuários.
- Os bancos veem nesses rendimentos um risco de fuga dos depósitos.
- A Casa Branca organizou várias reuniões sem chegar a um acordo.
Coinbase reacende o embate sobre stablecoins no Senado americano
Coinbase anunciou na segunda-feira a vários senadores que não podia apoiar a última versão do compromisso do projeto de lei sobre a estrutura do mercado cripto.
O desacordo, reportado por vários meios especializados, sempre gira em torno da mesma questão: quem pode pagar rendimento sobre os stablecoins, e em quais condições?
O cerne do problema está aí. Uma versão do texto proibiria as plataformas de troca de redistribuir rendimento sobre os stablecoins detidos por seus clientes. Uma restrição pensada para tranquilizar os bancos, que temem uma migração gradual da poupança para fora do sistema bancário tradicional.
Para a Coinbase, essa trava muda tudo. O rendimento nos stablecoins não é um simples bônus de marketing, é um pilar do modelo econômico cripto. Permite competir com contas de poupança tradicionais, atrair liquidez e fazer do dólar tokenizado uma ferramenta realmente útil no dia a dia.
É justamente aí que o debate ganha uma dimensão completamente diferente. Porque por trás da palavra “rendimento”, Washington decide na verdade uma questão muito mais profunda.
Os stablecoins devem permanecer uma extensão do sistema bancário, ou se impor como uma verdadeira alternativa?
Se o Senado favorecer os bancos, limitará a atratividade dos stablecoins para o público geral e, ao mesmo tempo, freará a adoção em massa do dólar digital.
Uma lei cripto estratégica, mas ainda presa pelos lobbies
O paradoxo é evidente: todo mundo em Washington afirma querer finalmente dar uma estrutura clara para a cripto. A Câmara dos Deputados já aprovou o CLARITY Act em julho de 2025, por 294 votos contra 134. O objetivo do texto é simples: melhor repartir os papéis entre a SEC e a CFTC, e tirar o mercado da incerteza regulatória que dura há tempo demais.
No entanto, na prática, o processo emperra. A questão dos stablecoins já provocou vários bloqueios, ao ponto de a Casa Branca ter que organizar várias reuniões para tentar arrancar um acordo entre bancos e a indústria cripto. Sem sucesso até agora.
O duo bipartidário formado pelos senadores Thom Tillis e Angela Alsobrooks tenta manter o texto vivo. A senadora Cynthia Lummis, por sua vez, é clara: sem um compromisso rápido, o calendário eleitoral das eleições de meio de mandato poderá enterrar definitivamente a reforma.
“Não podemos esperar até 2030 para ter outra chance“, escreveu ela no X.
Esse tema vai muito além da Coinbase. O que está em jogo aqui é o lugar do dólar tokenizado na finança americana do amanhã. Limitar os stablecoins hoje é arriscar frear um avanço que os Estados Unidos demoraram anos para construir, justamente no momento em que a tokenização de ativos, os pagamentos on-chain e a finança programável deixam de ser simples conceitos para se tornarem realidade.
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