Após os bombardeios contra o Irã, Kalshi toma uma decisão que divide a comunidade
Os mísseis chovem sobre Isfahan. Teerã queima, Tel Aviv prende o fôlego, Dubai olha de lado. Enquanto o mundo real vacila, outro mundo se agita. O dos apostadores de cripto. No Kalshi, na Polymarket, especula-se sobre a morte, sobre a guerra, na beira do caos. A oportunidade é boa demais para inflar as contas. Mas a plataforma americana acabou de cortar as asas de seus traders. E a raiva cresce, feroz, nas redes.

Em resumo
- Kalshi resolveu seu mercado sobre a saída de Khamenei no último preço antes do anúncio de sua morte, conforme sua política.
- A plataforma reembolsou todas as taxas e compensou posições abertas após a morte do líder iraniano.
- Seis traders da Polymarket são suspeitos de uso de informação privilegiada após embolsarem 1 milhão de dólares antes dos ataques.
- As contas suspeitas foram criadas em fevereiro e alimentadas algumas horas antes das explosões em Teerã.
Kalshi diante do pote de ouro envenenado: e se a cripto tivesse que escolher seu lado?
O anúncio cai em um domingo, brutal: o aiatolá Khamenei juntou-se aos seus ancestrais. Na véspera, ataques israelo-americanos abalaram Teerã. No Kalshi, amigo fiel da Coinbase, um mercado florescia: “Ali Khamenei fora como Líder Supremo”. As probabilidades acabaram de subir para 68%.
Problema sério: a plataforma, regulada nos Estados Unidos, proíbe formalmente os “mercados da morte”. Nada de apostar na morte de um homem, mesmo que líder supremo. Suas regras são rígidas: em caso de falecimento, o contrato é resolvido pelo último preço antes do anúncio. Ponto final.
Tarek Mansour, o fundador, se posiciona no X:
Não listamos mercados diretamente ligados à morte. Quando os resultados potenciais envolvem a morte, criamos regras para impedir que as pessoas lucram com ela.
A intenção é nobre, quase puritana. Mas na prática, trava feio. Apostadores abriram posições após o anúncio do falecimento, apostando em uma alta rápida. Agora enfrentam prejuízos secos. A comunidade cripto reclama, acusa, insulta.
Nas redes, Kalshi é chamada de ladra, estraga-prazeres, destruidora de sonhos. A plataforma não cede no mérito, mas o incêndio ameaça consumir tudo.
Mortes, suspeitas e milhões: a guerra das plataformas de apostas vira pesadelo
Kalshi não cede, mas abre a carteira. O fundador detalha uma generosidade forçada: reembolso integral de todas as taxas do mercado, compensação generosa para posições abertas após a morte, pagamento das posições anteriores ao último preço. Uma tentativa desesperada de recomprar a paz social.
Reembolsamos todas as taxas deste mercado. Se você tinha uma posição anterior à morte de Khamenei, será pago pelo último preço antes de seu falecimento. Se sua posição foi posterior, reembolsamos integralmente sua aposta.
Tarek Mansour
Essa generosidade acontece num clima podre. Semanas antes, seis traders da Polymarket embolsaram tranquilamente 1 milhão de dólares apostando em ataques contra o Irã. Suas contas criadas em fevereiro foram abastecidas algumas horas antes das explosões em Teerã.
Suspeitas de uso de informação privilegiada, fala-se em vazamentos vindos dos círculos da inteligência americana. Kalshi não é alvo, mas a sombra das “previsões muito precisas” paira sobre toda a profissão. Ao tentar fazer-se de inocente, a plataforma nova-iorquina atrai a fúria dos traders. A dúvida, porém, permanece. E o cheiro de enxofre também.
Kalshi-Polymarket: a guerra dos números
- 68%: a probabilidade exibida pelo Kalshi pouco antes da morte de Khamenei;
- 1 milhão de dólares: os ganhos suspeitos de seis traders na Polymarket;
- 100%: a taxa de reembolso das taxas e posições perdedoras no Kalshi;
- Algumas horas: o intervalo entre as apostas suspeitas e as explosões em Teerã;
- 66.570 dólares: o preço do bitcoin no momento da redação do artigo.
Entre Kalshi e Polymarket, não é apenas uma briga de ética. É uma guerra comercial sem trégua. No final de dezembro de 2025, Kalshi destruiu seu concorrente com um volume semanal recorde de 2,3 bilhões de dólares. Os dois gigantes das apostas em cripto se enfrentam numa batalha feroz. Num cenário de mísseis, morte e dólares verdes. A próxima rodada promete ser sangrenta.
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