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Bitcoin: O contador de perdas não para após o hack da Coldcard

23h13 ▪ 4 min de leitura ▪ por Eddy S.
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O contador não para. Fixado ontem em 70 milhões de dólares, o valor das perdas ligadas à falha da Coldcard saltou para 114 milhões de dólares no espaço de um dia. Uma quarta onda de roubos de bitcoin acaba de ser detectada — e nada indica que a escalada esteja perto do fim.

De 70 a 114 milhões de dólares em bitcoin roubados em um único dia: a Coldcard continua fazendo vítimas, e uma 4ª onda acaba de ser detectada.

Em resumo

  • As perdas ligadas à falha da Coldcard passaram de 70 para 114 milhões de dólares em 24 horas, com uma 4ª onda de 448,73 bitcoins detectada pela Galaxy Research.
  • Nenhuma vítima da Coldcard confirmou até agora essa última onda, cuja existência se baseia unicamente em uma análise de padrões on-chain.
  • A correção do firmware impede apenas a criação de novas seeds vulneráveis. As carteiras já comprometidas antes da atualização continuam expostas enquanto seus fundos não forem migrados.

De 70 a 114 milhões de dólares em bitcoin roubados: uma 4ª onda de roubos da Coldcard acaba de ser detectada

O pesquisador Alex Thorn, da Galaxy Research, identificou nesta segunda-feira um padrão de esvaziamento de fundos repetido ao longo de 15 blocos consecutivos, em um ritmo cerca de 45 vezes superior ao normal. Após corrigir uma contagem inicial que incluía por engano endereços multiassinatura, o balanço dessa nova onda de ataques a endereços de bitcoin da Coldcard chega a 709 endereços afetados, totalizando 448,73 BTC, ou cerca de 28 milhões de dólares.

Somando esse valor às três ondas anteriores já confirmadas (1.367 BTC em 4.585 endereços), o total sobe para quase 1.816 BTC, cerca de 114 milhões de dólares. Um aumento de mais de 60% em um único dia, quando o valor de 70 milhões de dólares havia sido divulgado apenas alguns dias antes.

Um ponto importante de cautela destacado por Thorn: nenhuma vítima confirmou até o momento essa quarta onda. O número se baseia em uma análise de padrões on-chain, não em uma declaração oficial das pessoas afetadas. Outro detalhe que muda o cenário: algumas dessas transações de bitcoin continuavam, no momento da análise, sem confirmação na mempool, com a opção Replace-By-Fee ativada — deixando uma janela para que os detentores afetados tentem retomar o controle oferecendo taxas mais altas.

Por que essa falha continua causando danos, dias depois de sua descoberta

O que chama atenção nesse caso não é apenas a magnitude do valor, mas sua progressão contínua. Uma falha descoberta, corrigida em 48 horas pela fabricante Coinkite, e mesmo assim as perdas de bitcoin continuam se acumulando dia após dia. Como explicar esse paradoxo? A resposta está na própria natureza do bug. A correção do firmware impede a geração de novas seeds vulneráveis, mas não repara em nada as chaves já criadas antes de sua implementação. Na prática, toda carteira cuja seed foi gerada com o firmware antigo e defeituoso — uma falha que remonta a março de 2021 — permanece exposta enquanto seu proprietário não migrar seus fundos para uma seed totalmente nova.

Em outras palavras, a correção técnica estancou a hemorragia na origem, mas não a exploração das falhas já plantadas ao longo de cinco anos. Enquanto detentores de bitcoin ignorarem que estão afetados, o atacante ainda dispõe de um estoque de alvos para explorar, um a um, no ritmo de suas pesquisas on-chain. É esse mecanismo que explica por que o valor sobe em ondas sucessivas em vez de tudo de uma vez. Cada nova leva corresponde a um lote de carteiras identificadas e esvaziadas, não a um ataque contínuo sobre um único alvo.

Quantas carteiras de BTC ainda permanecem expostas, silenciosamente, antes que seus proprietários reajam? Enquanto a migração das seeds não se generalizar, o contador de ataques de bitcoin à Coldcard pode continuar subindo. A verdadeira questão não é mais saber se a falha foi corrigida, mas sim quanto tempo levará até que ela deixe de fazer vítimas.

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Eddy S.

Le monde évolue et l'adaptation est la meilleure arme pour survivre dans cet univers ondoyant. Community manager crypto à la base, je m'intéresse à tout ce qui touche de près ou de loin à la blockchain et ses dérivés. Dans l'optique de partager mon expérience et de faire connaître un domaine qui me passionne, rien de mieux que de rédiger des articles informatifs et décontractés à la fois.

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