Cripto : A polícia relaciona os sequestros na França a cérebros baseados no exterior
Na França, a onda de sequestros relacionados à cripto teria menos a ver com a tecnologia e mais com a visibilidade das vítimas. Segundo a polícia, patrocinadores baseados no exterior orquestrariam esses ataques por meio de intermediários locais, seguindo um esquema repetido de reconhecimento, recrutamento e passagem à ação, onde a cripto se torna um sinal de riqueza “facilmente convertível em dinheiro”.

Em resumo
- A polícia relaciona parte dos sequestros cripto na França a patrocinadores baseados no exterior, operando via intermediários locais.
- O modo de operação seria estruturado: recrutamento de jovens executores, intimidação online, seguida por sequestro e confinamento.
- As vítimas, frequentemente visíveis nas redes sociais, seriam alvo porque sua exposição serve como suposta prova de riqueza.
Uma criminalidade guiada além-fronteiras, executada localmente
Segundo uma nota policial citada pela Franceinfo, os investigadores relacionam 40 casos de sequestro ocorridos entre julho de 2023 e o final de 2025 a motivações ligadas à cripto. Mais da metade teria como alvo diretamente detentores de criptomoedas ou pessoas que trabalham no setor. A mensagem é clara: o ecossistema se tornou uma categoria de vítimas, e o governo reagiu a essa onda de sequestros.
A nota atribui essas ordens a “cérebros” geralmente situados fora da França. Esse detalhe muda tudo: reduz o risco para os patrocinadores e complica a investigação, pois as fronteiras se tornam uma camada de proteção. O crime relacionado à cripto se internacionaliza, enquanto o alvo permanece local.
E 2026 começa com um ritmo mais tenso. Tentativas recentes, incluindo uma contra um líder do setor cripto, mostram uma aceleração. Os casos não apenas existem: eles se multiplicam e testam os limites da resposta de segurança.
Os “recrutadores” locais e a mão-de-obra jovem
SIRASCO, o serviço de análise da polícia judiciária, redigiu o documento. A leitura deles é estruturada: os patrocinadores recorrem “diretamente” a intermediários na França, descritos como recrutadores. Esses intermediários desempenham o papel mais subestimado: transformam uma ordem distante em ação concreta.
Os executores, por sua vez, frequentemente têm menos de 30 anos, com antecedentes ligados a delitos violentos, furtos ou tráfico. Isso não é um detalhe sociológico, é um indicador operacional: não se recruta ao acaso, recruta-se onde a barreira moral já está fissurada.
SIRASCO também descreve uma divisão de tarefas: alguns são responsáveis pela intimidação online, outros pela coerção física e confinamento. É frio, quase “profissionalizado”. E é justamente isso que torna o fenômeno perigoso: ele se padroniza.
O verdadeiro combustível: as redes sociais e a “vitrine cripto”
O perfil das vítimas, segundo a polícia, é semelhante: majoritariamente homens entre 20 e 35 anos, ativos na cripto, frequentemente investidores, empreendedores ou influenciadores. Não necessariamente os mais ricos. Mas os mais expostos. A nuance é essencial: no imaginário dos agressores, a exposição vale como prova.
Os investigadores explicam que os criminosos detectam a existência, ou mesmo o simples rumor, de uma fortuna cripto via TikTok, Instagram ou YouTube. Os conteúdos “lifestyle” tornam-se então fichas de informações involuntárias: hábitos, trajetos, círculo social, locais frequentados.
Nesse contexto, cada debate sobre a privacidade das redes sociais alimenta a desconfiança, especialmente quando um rumor de vazamento de dados circula, mesmo negado por plataformas como a Meta. Resultado: a exposição online se torna um risco adicional, e um simples Reel pode proporcionar aos criminosos semanas de reconhecimento.
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Fasciné par le bitcoin depuis 2017, Evariste n'a cessé de se documenter sur le sujet. Si son premier intérêt s'est porté sur le trading, il essaie désormais activement d’appréhender toutes les avancées centrées sur les cryptomonnaies. En tant que rédacteur, il aspire à fournir en permanence un travail de haute qualité qui reflète l'état du secteur dans son ensemble.
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