Cripto : O Senado americano se aproxima de um acordo-chave sobre a lei CLARITY
A cripto americana se aproxima de um momento crucial. Segundo a Coinbase, um compromisso sobre a lei CLARITY agora está próximo no Senado americano, mas o texto ainda não tem data para passagem em comissão, nem garantia de votação final.

Em resumo
- A cripto americana entra em uma fase decisiva no Senado.
- O rendimento dos stablecoins continua sendo o último grande obstáculo.
- Coinbase vê um acordo próximo, mas nada foi ainda votado.
Um acordo que avança, mas ainda não é uma vitória
A Coinbase estima que o Senado finalmente se aproxima de um consenso sobre o CLARITY Act, o grande texto que deve estabelecer as regras do mercado cripto nos Estados Unidos. No Fox Business, Paul Grewal explicou que as negociações estão “muito próximas” de um acordo, embora reconheça que nenhuma data para markup foi ainda definida.
Esse renovado otimismo não surgiu do nada. A Câmara dos representantes já aprovou o CLARITY Act em 17 de julho de 2025. No Senado, uma sessão de análise estava prevista para 15 de janeiro de 2026, antes de ser adiada para a véspera do encontro. Desde então, o texto avança aos solavancos, no ritmo dos compromissos técnicos e dos jogos de poder políticos.
Em outras palavras, a cripto ainda não está diante da linha de chegada. Está diante de uma porta entreaberta. Já é melhor do que em fevereiro ou no início de março, quando as discussões pareciam francamente emperradas, mas ainda não é suficiente para falar de um desfecho certo.
O rendimento dos stablecoins continua sendo o ponto de atrito
O bloqueio principal permanece sobre o mesmo tema. O rendimento dos stablecoins. Os bancos querem evitar que as plataformas cripto possam transformar esses tokens lastreados em dólar em um tipo de quasi-poupança. Seu medo é claro: ver uma parte dos depósitos sair das contas bancárias tradicionais para se alojar em soluções mais remuneradoras.
A Coinbase rejeita essa interpretação. Paul Grewal afirma que, segundo ele, não há nenhuma prova séria de uma fuga de depósitos causada por essas recompensas. Essa oposição resume bem o debate atual: de um lado, Washington busca regular a inovação cripto. De outro, o velho sistema bancário recusa deixar que uma concorrência muito direta se instale no campo do rendimento.
O compromisso que circula desde o final de março traça uma linha intermediária. Ele proibiria o rendimento passivo sobre os saldos de stablecoins guardados nas plataformas, ao mesmo tempo que deixa a porta aberta para algumas recompensas ligadas ao uso ou à atividade. Isso não é um detalhe técnico. É o coração da disputa. É também o que determina se o texto pode finalmente avançar.
Por que esse texto importa para toda a cripto
O CLARITY Act não fala apenas de stablecoins. Sua ambição é mais ampla: esclarecer quem regula o quê no universo cripto, especialmente entre a SEC e a CFTC, e fornecer um quadro mais claro para as plataformas, os emissores e certos ativos digitais. Para o setor, seria o fim de uma zona cinzenta que se tornou muito onerosa.
É também por isso que o debate vai além da Coinbase. Defensores do setor, como o Coin Center, acreditam que uma nova falha exporia a cripto americana a reviravoltas políticas permanentes. Seu argumento é direto, mas coerente: sem um texto claro, o mercado continuará dependendo das prioridades do momento, das interpretações das agências e dos humores da próxima administração.
O paradoxo é que esse avanço político não garante um salto imediato do mercado cripto. No momento da escrita, o btc caía cerca de 3,3% na sessão e o ether cerca de 4,7%, sinal de que os investidores permanecem cautelosos mesmo quando a questão regulatória parece se destravar. A lei CLARITY pode melhorar o cenário de fundo. Ela não elimina, por si só, a nervosidade do mercado.
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Enseignante et ingénieure IT, Lydie découvre le Bitcoin en 2022 et plonge dans l’univers des cryptomonnaies. Elle vulgarise des sujets complexes, décrypte les enjeux du Web3 et défend une vision d’un futur numérique ouvert, inclusif et décentralisé.
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