El Salvador alinha ouro e bitcoin para garantir seu futuro econômico
As recentes turbulências geopolíticas impulsionaram o ouro a patamares inéditos. Da China aos Estados Unidos, os mercados buscam um refúgio, e os bancos centrais se apressam em encher seus cofres. Então, rumo ao ouro? Para El Salvador, essa orientação não é tabu. Sob o impulso do presidente Nayib Bukele, o país combina o antigo e o novo: o ouro, valor refúgio atemporal, e o bitcoin, símbolo de um futuro financeiro descentralizado. Uma estratégia ousada frente às mudanças econômicas globais.

Em resumo
- El Salvador comprou 9.298 onças de ouro por 50 milhões de dólares recentemente.
- Suas reservas totais agora alcançam 67.403 onças, cerca de 360 milhões de dólares.
- O governo também detém 7.547 bitcoins, valorizados em torno de 635 milhões de dólares.
- Bukele combina ouro e bitcoin para diversificar a economia e reforçar a independência monetária nacional.
El Salvador aposta no ouro: prudência acima de tudo
Em um contexto em que a economia mundial oscila, El Salvador, favorável aos bancos de investimento bitcoin, escolheu a prudência: reforçar suas reservas de ouro. O Banco Central de Reserva (BCR) anunciou, via um post no X, a compra de 9.298 onças troy, cerca de 50 milhões de dólares. Esta operação leva o total nacional a 67.403 onças, valorizadas em torno de 360 milhões de dólares.
Segundo o comunicado, essa decisão consolida o patrimônio nacional a longo prazo e mantém um equilíbrio prudente na composição das reservas internacionais. Uma abordagem clara: preservar a estabilidade econômica do país diante de um mundo cada vez mais incerto.
Essa política não é isolada. Em 2025, bancos centrais ao redor do mundo compraram 863 toneladas de ouro, segundo o World Gold Council. Polônia, China e Turquia lideraram a dança. Para El Salvador, pequeno estado dolarizado, é um sinal forte: construir uma autonomia financeira por meio de ativos tangíveis.
Essa orientação também reforça a credibilidade de um país frequentemente observado com ceticismo desde a adoção do bitcoin em 2021. O ouro, em suma, equilibra a audácia do digital pelo peso do real.
O bitcoin, uma aposta política e uma vitrine econômica mundial
Paralelamente à sua corrida pelo ouro, El Salvador continua acumulando bitcoin. Fiel ao compromisso “1 BTC por dia”, o governo agora detém 7.547 bitcoins, valorizados em cerca de 635 milhões de dólares. Essa estratégia, às vezes criticada, segue uma lógica: fazer do bitcoin uma ferramenta de soberania econômica e um símbolo de independência em relação ao dólar.
O presidente Nayib Bukele reagiu no X brincando: “Acabamos de comprar essa outra queda“. Uma frase que se tornou emblemática de sua estratégia: comprar na baixa, custe o que custar, e apostar no longo prazo.
Mas nem todos compartilham seu entusiasmo. Como ressalta John Glover, diretor de investimentos na Leden:
À medida que a instabilidade nos mercados aumenta, os capitais se dirigem a valores tradicionais de refúgio como ouro e franco suíço. O bitcoin ainda não perdeu sua natureza de ativo arriscado, que continua a evoluir junto com as ações em períodos de crise.
Apesar dessa volatilidade, Bukele persiste: para ele, o bitcoin é o futuro de uma economia libertada das pressões externas. Entre convicção política e aposta econômica, El Salvador assume plenamente ser um laboratório monetário aberto.
Entre ouro tangível e bitcoin digital: a busca por equilíbrio salvadorenha
Longe de escolher entre tradição e inovação, El Salvador prefere a complementaridade. O ouro garante segurança, enquanto o bitcoin representa a transformação. Esse modelo híbrido reflete uma ambição: fazer conviver o metal milenar e a tecnologia blockchain para estabilizar uma economia emergente.
E em um mundo onde as moedas vacilam e o Fed influencia as menores taxas, essa estratégia traça um caminho alternativo: o da resiliência.
No entanto, a aposta é arriscada. O bitcoin perdeu cerca de 19% em um ano, enquanto o ouro saltou 95%, ultrapassando 5.400 dólares a onça. Os críticos falam de um desequilíbrio; Bukele, ele, fala de visão a longo prazo.
Em suma, a diplomacia econômica salvadorenha agora repousa sobre um duo de ativos contrastantes mas complementares, símbolo de um país que quer conjugar prudência e modernidade.
Fatos e números-chave para reter
- O Banco Central de Reserva comprou 9.298 onças de ouro, cerca de 50 milhões de dólares;
- As reservas totais alcançam 67.403 onças, avaliadas em 360 milhões de dólares;
- O país detém 7.547 bitcoins, valor de aproximadamente 635 milhões de dólares;
- Os bancos centrais adquiriram 863 toneladas de ouro em 2025 (World Gold Council);
- O preço do bitcoin está atualmente em 83.150 dólares.
Em períodos de crise, os investidores se dirigem a valores seguros: ouro e prata. Até mesmo a Tether, gigante dos stablecoins, comprou ouro recentemente em nível comparável ao dos bancos centrais. No entanto, o bitcoin mantém seu magnetismo: ativo arriscado, certamente, mas portador de uma promessa que El Salvador não pretende abandonar.
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La révolution blockchain et crypto est en marche ! Et le jour où les impacts se feront ressentir sur l’économie la plus vulnérable de ce Monde, contre toute espérance, je dirai que j’y étais pour quelque chose
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