El Salvador continua acumulando Bitcoin: de onde vem o dinheiro?
El Salvador continua a exibir uma reserva de Bitcoin em alta. No entanto, o Estado não teria usado dinheiro público para comprar os BTC adicionados desde junho de 2025. O FMI afirma ter recebido documentos mostrando que esse aumento vem de doações privadas. A reserva oficial agora chega a cerca de 7.764 bitcoins.

Em resumo
- El Salvador detém cerca de 7.764 BTC em sua reserva oficial.
- O FMI afirma que os bitcoins adicionados desde junho de 2025 provêm de doações privadas
- A instituição não espera novas acumulações além das doações já documentadas.
Bitcoin continua chegando às reservas de El Salvador
Os números oficiais, no entanto, continuavam a dar a impressão de compras regulares. Em junho, El Salvador já exibía 7.687 bitcoins apesar das pressões do FMI. A reserva agora chega a cerca de 7.764 BTC. O contador governamental continuou avançando após a primeira revisão do programa do FMI, finalizada em 27 de junho de 2025.
Um movimento chamou especialmente a atenção. Mais de 1.000 bitcoins foram adicionados às carteiras oficiais em novembro. O acompanhamento público continuou a exibir entradas próximas a um BTC por dia.
Nayib Bukele havia assegurado em março de 2025 que as compras de Bitcoin não parariam. O FMI hoje oferece outra explicação. Os BTC adicionais não seriam financiados pelo orçamento salvadorenho. Teriam sido doados.
O FMI confirma a origem privada dos novos BTC
El Salvador forneceu documentos ao FMI para explicar a evolução de sua reserva. Segundo a instituição, esses documentos mostram que a acumulação observada desde a primeira revisão do programa provém de doações privadas.
Nenhum recurso público teria sido usado para comprar esses bitcoins. No entanto, o FMI não dá nenhum nome. Ignora-se quem são os doadores, quantos bitcoins cada um transferiu e em quais condições essas doações foram feitas.
O detalhe é importante, porque o acordo concluído com El Salvador previa justamente limitar a exposição do setor público ao Bitcoin. O assunto já havia criado tensões. Em 2025, El Salvador foi acusado de contornar algumas exigências do FMI em torno de seus ativos em Bitcoin.
A instituição afirma hoje que o principal compromisso foi respeitado. O governo não gastou fundos públicos adicionais para acumular BTC. O FMI acrescenta que não se espera nenhum novo aumento da reserva além das doações já documentadas. A fórmula encerra portanto parte do debate. Não necessariamente tudo. Os bitcoins permanecem em uma reserva oficial, mesmo que o dinheiro que permitiu sua chegada não venha diretamente do Tesouro público.
Bukele mantém Bitcoin sem romper com o FMI
O compromisso vai mais longe. El Salvador reduziu progressivamente o papel público da carteira Chivo. A maior parte do capital e o controle operacional da carteira foram transferidos para um operador privado.
O Estado mantém uma participação minoritária e algumas responsabilidades ligadas à guarda dos ativos dos usuários. O Bitcoin também perdeu parte do status excepcional obtido em 2021. Sua aceitação pelas empresas tornou-se voluntária. Os impostos devem ser pagos em dólares. E o governo comprometeu-se a melhor regulamentar os riscos ligados aos ativos digitais.
Em troca, as relações com o FMI avançam. As equipes do Fundo e as autoridades salvadorenhas acabaram de concluir um acordo ao nível dos serviços sobre a segunda e terceira revisões do programa de financiamento de 1,4 bilhão de dólares.
Se o conselho de administração der o aval, cerca de 140 milhões de dólares adicionais poderão ser liberados. El Salvador mantém seus bitcoins enquanto respeita, ao menos segundo o FMI, o limite imposto aos gastos públicos. A reserva continua a crescer, mas o financiamento muda de natureza. Um novo passo para um país que continua paralelamente a abrir seu sistema financeiro para bancos de investimento capazes de operar com Bitcoin.
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Enseignante et ingénieure IT, Lydie découvre le Bitcoin en 2022 et plonge dans l’univers des cryptomonnaies. Elle vulgarise des sujets complexes, décrypte les enjeux du Web3 et défend une vision d’un futur numérique ouvert, inclusif et décentralisé.
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