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O Irã fecha Ormuz, 20% do petróleo mundial imediatamente ameaçado

21h45 ▪ 5 min de leitura ▪ por Fenelon L.
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Este sábado, 28 de fevereiro de 2026, marca um grande ponto de virada na escalada no Oriente Médio. Após ataques aéreos americanos-israelenses contra o regime iraniano e suas capacidades militares, Teerã respondeu bloqueando de fato o estreito de Ormuz. Nas ondas marítimas VHF, os Guardiões da Revolução transmitem uma mensagem clara: “Nenhum navio está autorizado a passar.” As grandes companhias petrolíferas já suspendem suas expedições. O preço do barril de Brent romperá o marco simbólico de 100 dólares?

Irã: Soldado iraniano bloqueia estreito com corrente gigante, bomba de petróleo emergente, petroleiros imobilizados, mar agitado, tensão geopolítica dramática.

Em resumo

  • O Irã avisa por rádio que a passagem pelo estreito de Ormuz está proibida.
  • De 20 a 21 milhões de barris de petróleo transitam diariamente por esse gargalo, ou seja, 20% do consumo mundial.
  • As companhias petrolíferas suspenderam seus carregamentos por medida de segurança.
  • Os mercados antecipam uma disparada nos preços do Brent já na abertura de segunda-feira.

O Irã fecha o estreito de Ormuz

Na manhã de sábado, os Estados Unidos e Israel lançam a operação “Epic Fury”. Ataques atingem Teerã, Isfahan e várias instalações estratégicas. Da Flórida, Donald Trump convoca o povo iraniano a “retomar o poder”.

A escolha da data não é por acaso: atacando num sábado, Washington evita uma reação imediata de Wall Street. Os mercados estão fechados. O choque é contido, pelo menos temporariamente.

A resposta iraniana não tardou. Mísseis atingem Israel e bases americanas no Bahrein, no Catar e nos Emirados Árabes Unidos. No entanto, o sinal mais forte vem do mar. 

No canal VHF 16, as autoridades iranianas anunciam a proibição de passagem pelo estreito de Ormuz. A agência marítima britânica UKMTO e a missão naval europeia confirmam os alertas.

Nenhum decreto oficial foi ainda publicado. No entanto, o efeito é imediato. Os petroleiros desaceleram, alguns ficam no porto. Várias casas de comércio e companhias petrolíferas paralisam suas operações por questão de segurança. Este corredor marítimo de apenas 33 quilômetros em seu ponto mais estreito torna-se uma zona de tensão extrema.

O Irã já ameaçou fechar Ormuz no passado. Durante a guerra Irã-Iraque nos anos 1980, ataques contra petroleiros fizeram os preços do petróleo bruto saltarem mais de 50%. Em 2019, sabotagens já haviam tensionado os mercados. Mas nunca a ameaça foi tão direta num contexto de confronto frontal com Washington.

O petróleo no centro da tempestade econômica

Por que este estreito é tão importante? Ele concentra as exportações da Arábia Saudita, do Iraque, dos Emirados e do Kuwait. Sem ele, mais de 20% do petróleo mundial fica preso. Os únicos oleodutos de desvio disponíveis, sauditas e emiratis, têm capacidade limitada a 2,6 milhões de barris por dia. Uma capacidade ridiculamente insuficiente diante dos 20 milhões que normalmente circulam pelo estreito.

Na noite de sexta-feira, o Brent já havia fechado a 72,87 dólares, alta de quase 3% no dia e de 8% no mês, impulsionado pelos primeiros receios de ataque. Na segunda-feira, os traders esperam um gap de alta de no mínimo 5 a 10 dólares. 

Os cenários mais sombrios, mencionados pelo Barclays e pela Rystad Energy, falam em 100 dólares se o caos durar vários dias, com alguns especialistas chegando a prever 150 dólares em caso de escalada prolongada.

Para os Estados Unidos, o impacto será direto e doloroso. Os preços nos postos poderão subir entre 20 e 30 centavos por galão em poucas semanas. A inflação, já sensível, voltará a subir, colocando o Fed numa posição impossível: combater a alta dos preços ou sustentar uma economia fragilizada pelo choque. 

Ao contrário, os gigantes da energia como Exxon ou Chevron poderão registrar recordes de lucros… mas a que custo?

Em suma, este sábado, 28 de fevereiro de 2026, permanecerá uma data crucial. Trump desencadeou uma guerra escolhendo cuidadosamente seu fim de semana, mas na manhã de segunda, os mercados abrirão e apresentarão a conta. O verdadeiro teste não ocorrerá no céu do Golfo, mas nas telas de Wall Street e nos postos de gasolina de milhões de americanos.

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Fenelon L.

Passionné par le Bitcoin, j'aime explorer les méandres de la blockchain et des cryptos et je partage mes découvertes avec la communauté. Mon rêve est de vivre dans un monde où la vie privée et la liberté financière sont garanties pour tous, et je crois fermement que Bitcoin est l'outil qui peut rendre cela possible.

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