Os family offices preferem mais IA do que cripto, segundo JPMorgan
Os family offices estão redirecionando suas prioridades de investimento. Um dado chama atenção: 89% deles não têm nenhuma exposição a cripto, preferindo massivamente a inteligência artificial (IA). Essa tendência revela uma crescente lacuna entre dois universos, um percebido como estável e promissor, outro como especulativo. Análise dos desafios e oportunidades para os investidores.

Em resumo
- 89% dos family offices ignoram a criptomoeda, privilegiando a IA por suas aplicações concretas.
- A exposição média à criptomoeda permanece baixa (0,4%), apesar de exceções na Ásia.
- A IA é vista como um motor de crescimento, enquanto o bitcoin permanece um ativo especulativo ou marginalizado.
IA, a nova estrela das carteiras dos family offices
A inteligência artificial domina as estratégias de investimento dos family offices. Segundo o relatório 2026 do JPMorgan, 65% deles já incorporam a IA em suas carteiras, enquanto 89% evitam totalmente as cripto. Essa preferência se explica pela capacidade da IA de gerar retornos estáveis e aplicações concretas em setores-chave como saúde, automação e infraestruturas.

Os investimentos em startups especializadas em IA estão se multiplicando, com parcerias estratégicas entre family offices e laboratórios de pesquisa. Na Ásia, atores como SoftBank ou Alibaba destinam bilhões para projetos de aprendizado de máquina e processamento de dados. A IA não é mais uma opção, mas um pilar central das carteiras modernas.
As criptomoedas, um ativo marginalizado apesar de potencial intacto?
Apesar do seu potencial disruptivo, as cripto continuam sendo um parente pobre nas carteiras dos family offices. Com uma exposição média de apenas 0,4%, elas são amplamente superadas pela IA. As razões? Uma volatilidade persistente, regulações incertas e uma desconfiança persistente dos investidores tradicionais. No entanto, alguns atores asiáticos, como o VMS Group em Hong Kong, se arriscam a investir até 10 milhões de dólares em estratégias de criptomoedas.
Além disso, riscos geopolíticos e incertezas regulatórias freiam sua adoção. Nos Estados Unidos e na Europa, os family offices preferem evitar esses ativos, julgados muito arriscados. Já na Ásia, as criptomoedas são vistas como uma oportunidade de diversificação, especialmente diante da inflação e das tensões comerciais.
O bitcoin está destinado a afundar frente à IA?
O BTC, frequentemente apresentado como o ouro digital, tem dificuldades para convencer. Apesar dos avanços tecnológicos como o Lightning Network, sua adoção permanece limitada. Os family offices provavelmente esperam sinais de estabilidade antes de comprometerem-se massivamente, preferindo por enquanto apostar na IA. Se as regulações forem esclarecidas e a adoção institucional acelerar, o bitcoin poderá reconquistar terreno.
Os bancos centrais e os Estados já exploram moedas digitais, o que poderia legitimar as cripto. Na Ásia, onde a inovação financeira é forte, o bitcoin poderia se tornar um ativo de refúgio, complementar à IA. Os especialistas permanecem divididos. Alguns preveem um declínio gradual do BTC, sufocado pela ascensão da IA. Outros imaginam uma coexistência, onde cada ativo desempenharia um papel distinto.
O relatório do JPMorgan confirma que as criptomoedas têm dificuldade para competir com a dinâmica da IA e se impõem hoje como a escolha preferida dos family offices. Contudo, os avanços tecnológicos e regulatórios podem redistribuir as cartas. A questão permanece: IA e criptomoedas podem coexistir, ou uma está condenada a ofuscar a outra?
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Le monde évolue et l'adaptation est la meilleure arme pour survivre dans cet univers ondoyant. Community manager crypto à la base, je m'intéresse à tout ce qui touche de près ou de loin à la blockchain et ses dérivés. Dans l'optique de partager mon expérience et de faire connaître un domaine qui me passionne, rien de mieux que de rédiger des articles informatifs et décontractés à la fois.
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