Os valores da cibersegurança caem após a apresentação do Claude Code Security
A inteligência artificial está destruindo a indústria de tecnologia por dentro? O lançamento discreto de uma ferramenta pela Anthropic foi suficiente para causar bilhões de dólares em perdas na Bolsa. E isto pode ser apenas o começo.

Em resumo
- A Anthropic lançou Claude Code Security em 20 de fevereiro, um scanner de vulnerabilidades movido por IA.
- As ações da CrowdStrike caíram 18%, eliminando 20 bilhões de dólares em capitalização.
- Palo Alto Networks, Fortinet, Cloudflare e Zscaler recuaram todas 9% ou mais.
- A IBM registrou sua maior queda diária desde 2000, com -13,2%, após declarações da Anthropic sobre a modernização do COBOL.
Quando a IA ataca a cibersegurança
Em 20 de fevereiro de 2025, a Anthropic lançou em versão preliminar o Claude Code Security, uma ferramenta de análise de código baseada no seu modelo principal Claude Opus 4.6.
A promessa é direta: escanear a totalidade de uma base de código, identificar as vulnerabilidades, validar cada resultado para limitar falsos positivos, e depois propor correções. Tudo “como um pesquisador de segurança experiente”, segundo as próprias palavras da empresa.
Os resultados iniciais são impressionantes. O Claude Opus 4.6 já teria detectado mais de 500 vulnerabilidades de alta gravidade que resistiam a décadas de auditoria humana, segundo o VentureBeat. A OpenAI inclusive o consagrou como o melhor modelo em seu benchmark dedicado à segurança de contratos inteligentes, lançado em 19 de fevereiro.
Os mercados reagiram com brutalidade. As ações da CrowdStrike caíram 18% em poucos dias, ou seja, 20 bilhões de dólares evaporados. A Palo Alto Networks, gigante do setor com 116 bilhões de capitalização, recuou 9%. Fortinet, Cloudflare e Zscaler seguiram o mesmo caminho. Em uma semana, todo o setor de cibersegurança listado sofreu pressão.
Para Shrenik Kothari, analista da Robert W. Baird, trata-se de uma “venda em massa alimentada pelo pânico e um discurso dominante”. Mas outras vozes moderam essa interpretação.

Um terremoto que ultrapassa a cibersegurança
A Carta de Kobeissi expressou isso sem rodeios numa análise publicada na terça-feira: “Quando a IA reproduz o trabalho dos funcionários, o poder de definir preços se desloca para o comprador.” Uma frase curta, mas que resume o desafio fundamental dessa disrupção.
Porque o choque não parou na cibersegurança. A IBM sofreu segunda-feira sua maior queda diária desde 18 de outubro de 2000, com recuo de 13,2%.
O motivo? A Anthropic publicou um post no blog explicando que o Claude Code pode automatizar a modernização do COBOL, aquela linguagem de programação antiga que ainda faz rodar sistemas bancários, de seguros e governamentais nos mainframes da IBM. Onde exércitos de consultores levavam anos, a IA promete reduzir o trabalho para alguns trimestres.
Analistas da Wedbush falam em “medo de transações fantasmas relacionadas à IA”, mas reconhecem paradoxalmente que a Anthropic reforça a ideia de que a cibersegurança será uma das grandes beneficiárias do crescimento da IA, não mais como prestadora externa, mas integrada diretamente nas ferramentas de desenvolvimento.
O que essa sequência revela é menos uma crise passageira e mais um reajuste estrutural. A IA não compete mais apenas com os humanos, ela agora ataca os próprios softwares. Para investidores e empresas de tecnologia, a questão não é mais saber se a IA vai redistribuir as cartas, mas em que velocidade.
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