Ouro a US$ 4.620: recompras do Tesouro pressionam o dólar e favorecem o Bitcoin
O ouro acaba de subir para 4.620 dólares a onça, seu nível mais alto em três meses. Bitcoin se mantém em torno de 78.000 dólares após uma alta de cerca de 20% desde o anúncio do Tesouro americano em 19 de agosto. Os dois ativos se beneficiam do mesmo movimento: o dólar recua e os investidores voltam a buscar alternativas.

Em resumo
- O ouro ganha cerca de 5% na semana e atinge 4.620 dólares.
- Bitcoin se mantém perto de 78.000 dólares após sua recente alta.
- O índice do dólar caiu para 98,723 após o anúncio do Tesouro americano.
Bitcoin e o ouro se beneficiam do recuo do dólar
O movimento contrasta com o início do ano, quando a força do dólar ainda pesava fortemente sobre o Bitcoin e o mercado cripto. Desta vez, a moeda verde recua. O índice DXY caiu para 98,723 em 19 de agosto, seu nível mais baixo desde 14 de maio. Alguns dias depois, o ouro ultrapassa 4.600 dólares e o Bitcoin gira em torno de 78.000 dólares.
O metal amarelo ganha cerca de 5% em uma semana. Os contratos futuros chegaram a se aproximar dos 4.650 dólares. Ole Hansen, estrategista do Saxo Bank, agora observa a zona dos 4.770 dólares. Uma passagem acima desse valor poderia abrir o caminho para 5.000 dólares a onça.
O Bitcoin segue outro ritmo. O BTC ganhou quase 20% nos dias após o anúncio do Tesouro. Ele tinha dificuldade em manter os 65.000 dólares poucos dias antes. O ouro e o Bitcoin sob em juntos. O dólar segue na direção oposta.
O Tesouro americano desencadeou o movimento
Tudo começa no mercado de títulos. O rendimento dos títulos americanos de 30 anos atingiu 5,337%, um pico de 19 anos. O Tesouro reagiu dobrando seu programa de recompra de títulos de longo prazo entre setembro e novembro. Os rendimentos voltaram depois para cerca de 5,198%. O dólar caiu.
Essas recompras permitem ao Tesouro retirar certos títulos antigos do mercado e substituí-los por novas emissões. Isso não é quantitative easing do Fed. A diferença importa. Para os mercados, o efeito imediato parece, porém, um afrouxamento das condições financeiras.
Robert Kiyosaki vê nisso até uma nova forma de criação monetária. Ele recomenda há muito tempo o ouro e o Bitcoin quando a dívida americana aumenta. O debate entre os dois ativos não é recente. Ouro e Bitcoin ainda dividem os analistas sobre sua capacidade de servir como porto seguro.
Os compradores nem sempre vêm do mesmo lugar. Os bancos centrais permanecem muito presentes no ouro. O Bitcoin atrai mais os investidores privados, empresas e fundos negociados. Nesta semana, os dois grupos estão comprando.
A “troca de desvalorização” volta aos mercados
O termo circula novamente em Wall Street: “troca de desvalorização”. O princípio é simples. Quando os investidores temem uma queda duradoura no valor das moedas, eles buscam ativos cuja oferta não dependa diretamente dos governos.
O ouro desempenha esse papel há séculos. O Bitcoin tenta conquistar parte desse espaço. Mohamed El-Erian citou simultaneamente o BTC próximo de 79.000 dólares e o ouro acima de 4.600 dólares entre os movimentos mais importantes do momento.
Nem todos os colocam, entretanto, na mesma categoria. Robin Brooks, ex-estrategista do Goldman Sachs, prefere ouro e prata. Ele acredita que o Bitcoin ainda não tem o mesmo status quando os investidores buscam realmente se proteger contra a moeda.
O mercado decidirá. O Bitcoin tem pelo menos uma vantagem muito visível nesse debate: seu limite de 21 milhões de BTC. O ouro, por sua vez, tem uma história muito mais longa e permanece amplamente detido pelos bancos centrais. Mesmo Robert Kiyosaki continua a colocar os dois no mesmo grupo. Ele ainda apresenta ouro e Bitcoin entre os ativos capazes de resistir a uma crise monetária. Por enquanto, a mensagem dos mercados está em três números. Ouro: 4.620 dólares. Bitcoin: 78.000 dólares. Índice do dólar: 98,723. A moeda verde está no meio.
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Enseignante et ingénieure IT, Lydie découvre le Bitcoin en 2022 et plonge dans l’univers des cryptomonnaies. Elle vulgarise des sujets complexes, décrypte les enjeux du Web3 et défend une vision d’un futur numérique ouvert, inclusif et décentralisé.
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