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A adoção bancária do bitcoin atinge 32%, segundo Michael Saylor

19h15 ▪ 5 min de leitura ▪ por Fenelon L.
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O bitcoin agora conta com 32% de adoção entre os grandes bancos globais, segundo um índice publicado pela Strategy. Michael Saylor, fundador da primeira empresa de reserva BTC, julga esse avanço promissor mas ainda prematuro. O mercado está à beira de uma virada bancária?

Ilustração no estilo dos quadrinhos dos anos 70 mostrando um líder abrindo o cofre simbólico do Bitcoin, enquanto os bancos começam a adotá-lo.

Em resumo

  • Um índice publicado pela Strategy mede a adoção do bitcoin pelos grandes bancos em 32% no total.
  • A Fidelity lidera o ranking com uma pontuação de 71%, seguida pelo BNY Mellon (46%) e Goldman Sachs (45%).
  • A Strategy elevou sua reserva de caixa para 3 bilhões de dólares após uma venda de ações MSTR de 467 milhões.

O bitcoin atrai os bancos, mas o mercado ainda é incipiente

A Strategy há muito defende a ideia de que o bitcoin acabaria entrando nos balanços bancários. A empresa acaba de comprovar isso de forma clara por meio de um índice detalhado pela AMBCrypto: seu novo índice de adoção bancária atribui ao bitcoin 32% de penetração global entre os grandes bancos.

Michael Saylor qualifica essa trajetória como acelerada, lembrando que o mercado ainda está em seus primórdios. O executivo desenvolve há meses uma estratégia de monetização do bitcoin que vai além da simples acumulação.

A adoção do bitcoin pelos grandes bancos está acelerando, mas ainda está no começo: 32% no total, segundo o índice.

O índice cobre várias dimensões da atividade bancária: o trading de ETFs, a custódia e o crédito. Ele oferece um panorama preciso do apetite institucional pelo bitcoin. No entanto, uma pontuação de 32% indica principalmente um movimento ainda incipiente, longe da saturação.

Fidelity domina um ranking ainda disperso

A Fidelity Trust lidera o pelotão com uma pontuação de 71%. A instituição apresenta desempenho perfeito em custódia, posse de BTC, trading de ETFs e emissão de stablecoins. Sua posição ilustra a capacidade de um ator histórico de abraçar toda a cadeia de valor do bitcoin.

BNY Mellon fica em segundo lugar com 46%, seguido por Goldman Sachs com 45%, fechando o trio de liderança. Outros atores globais completam o quadro, como o banco espanhol Banco Santander, o francês Société Générale e o britânico Standard Chartered. 

Esses nomes confirmam uma abertura progressiva dos mercados financeiros tradicionais. A diferença entre o líder e seus seguidores revela a extensão do caminho ainda por percorrer. Os bancos de referência se convertem aos poucos, não em uma onda unânime.

Saylor quer fazer da Strategy um “banco Bitcoin”

A seção mais reveladora do índice diz respeito ao crédito, ou seja, a capacidade dos bancos de conceder empréstimos lastreados em BTC spot ou em ETFs como o iShares Bitcoin Trust (IBIT) da BlackRock. 

Em 2026, a maioria das instituições privilegiou os ETFs BTC spot como garantia em vez do bitcoin em si. Essa preferência destaca a desconfiança persistente em relação ao ativo nativo.

O uso dessa garantia para o mercado futuro ainda é marginal. Saylor mencionou várias vezes a vontade de fazer da Strategy “o primeiro banco Bitcoin do mundo”. A empresa poderia mobilizar sua própria reserva de BTC como garantia para emitir novos instrumentos de crédito, além de seu produto STRC, apoiando-se em parceiros bancários.

A pontuação de 32% mostra, no entanto, que o bitcoin ainda não é tratado como uma garantia de alta qualidade. Por extensão, sua visão de “banco BTC” permanece, por ora, pouco viável. Ainda assim, a Strategy reforçou sua posição financeira: uma venda de ações MSTR de 467 milhões elevou sua reserva de caixa para 3 bilhões de dólares, o que equivale a vinte meses de cobertura de suas obrigações.

Em suma, o bitcoin está se instalando gradualmente no ambiente bancário sem ainda ser plenamente aceito. Três catalisadores desenham o futuro: o crescimento do crédito lastreado em BTC, a ampliação da garantia para ETFs spot e a capacidade da Strategy de estruturar seus próprios instrumentos. 

A reserva de caixa da empresa, elevada a 3 bilhões de dólares após venda de ações MSTR de 467 milhões, lhe garante vinte meses de cobertura de seus compromissos. Essa base financeira, que Saylor acredita poder sustentar por décadas sem valorização do bitcoin, alimenta sua paciente conquista do status de banco. A virada está em curso, mas ainda não selada.

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Fenelon L.

Passionné par le Bitcoin, j'aime explorer les méandres de la blockchain et des cryptos et je partage mes découvertes avec la communauté. Mon rêve est de vivre dans un monde où la vie privée et la liberté financière sont garanties pour tous, et je crois fermement que Bitcoin est l'outil qui peut rendre cela possible.

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