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Bitcoin : Liberação antecipada do hacker Ilya Lichtenstein

Sat 03 Jan 2026 ▪ 5 min de leitura ▪ por Lydie M.
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Ilya Lichtenstein, envolvido no roubo de cerca de 119.756 BTC na Bitfinex, afirma ter sido liberado da prisão antes do previsto graças ao First Step Act, uma lei aprovada durante o governo de Donald Trump. Ele cumpriu pouco mais de um ano de prisão, embora tenha sido condenado a cinco anos.

Un hacker en manteau noir tenant une mallette remplie de bitcoins et de billets, avec des menottes brisées aux poignets, marche dans une ruelle sombre. Une ombre géante de Donald Trump apparaît sur le mur derrière lui.

Em Resumo

  • Ilya Lichtenstein, envolvido no roubo dos BTC na Bitfinex em 2016, anunciou sua liberação antecipada.
  • Ele afirma ter se beneficiado do First Step Act, uma lei assinada durante o governo de Donald Trump que permite reduções de pena

Uma saída rápida, uma lei que já estava parada

Ilya Lichtenstein, figura central do hack dos bitcoins na Bitfinex em 2016, afirma ter saído da prisão antes do término da pena graças ao First Step Act. Trata-se de uma lei assinada durante o governo de Donald Trump. Condenado a cinco anos, ele cumpriu pouco mais de um ano de prisão antes de anunciar sua liberação no X.

Neste tweet, ele agradeceu explicitamente o First Step Act. Na mesma mensagem, afirma querer causar um impacto positivo na cibersegurança. É uma fórmula clássica. Mas também indica que ele está se preparando para o futuro.

O First Step Act, aprovado em 2018, ampliou o acesso a reduções de pena via créditos de tempo e programas de reintegração. Em resumo, não se trata de um perdão presidencial neste caso relacionado ao bitcoin. É, na verdade, um mecanismo que pode encurtar a pena se certos critérios forem atendidos.

Segundo uma declaração divulgada pela imprensa, Lichtenstein não estaria livre no sentido hollywoodiano do termo. Entretanto, ele estaria em confinamento domiciliar, conforme as regras do Escritório de Prisões dos EUA.

Bitfinex e Bitcoin, o assalto que quase nunca se fecha

O caso remonta a agosto de 2016, quando a Bitfinex teve cerca de 120.000 bitcoins roubados. Na época, já era um montante enorme. Com a valorização do bitcoin ao longo dos anos, o valor ganhou uma dimensão quase mitológica, como se o roubo tivesse crescido retroativamente.

Nos documentos judiciais, o quadro é mais técnico e menos romântico. O Departamento de Justiça dos EUA descreve mais de 2.000 transações fraudulentas, seguido por uma tentativa metódica de apagar rastros na rede da exchange. É trabalho de artesão, mas na versão roubo digital.

Depois vem a parte mais “cripto” do processo, aquela que parece um manual de uso de mixer. “Chain hopping”, contas falsas, serviços de mistura, conversões em outros ativos… O DOJ menciona até trocas de BTC por moedas de ouro. Como se o plano fosse embaralhar a história até torná-la ilegível.

Razzlekhan, Netflix e a transformação de um caso criminal em seriado público

Nesta história, há também Heather Morgan, aka “Razzlekhan”. Ela foi condenada a 18 meses, e também falou sobre uma liberação antecipada. Nas redes sociais, o casal rapidamente retomou a pose de retorno à vida, com uma encenação que contrasta com o tom de um processo federal.

A liberação antecipada de Lichtenstein ocorre em um clima político onde o bitcoin é visto como uma questão de influência. Trump, que voltou à presidência, se destacou por decisões muito visíveis. Ele concedeu um perdão pleno e incondicional a Ross Ulbricht, fundador da Silk Road, em 21 de janeiro de 2025.

Ele também perdoou Changpeng Zhao, fundador da Binance, em 23 de outubro de 2025, segundo a Casa Branca e a Reuters. O gesto tem grande peso simbólico porque toca uma figura central da indústria. No mesmo espírito, Trump declarou que avaliaria o caso de Keonne Rodriguez, cofundador da Samourai Wallet, sugerindo a possibilidade de clemência. Mesmo sem decisão, o simples fato de se falar sobre isso atua como um sinal. No mundo cripto, sinais às vezes valem tanto quanto os textos.

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Lydie M.

Enseignante et ingénieure IT, Lydie découvre le Bitcoin en 2022 et plonge dans l’univers des cryptomonnaies. Elle vulgarise des sujets complexes, décrypte les enjeux du Web3 et défend une vision d’un futur numérique ouvert, inclusif et décentralisé.

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