Bitcoin: o filme de US$ 70 milhões que reacende a polêmica sobre Satoshi
O Bitcoin atravessou crises, reguladores e anos de ceticismo sem realmente vacilar. Hollywood, por outro lado, está prestes a colocá-lo à prova. Um filme de 70 milhões de dólares, estrelado por Gal Gadot, Casey Affleck e Pete Davidson, conta sua história — e apresenta Craig Wright como seu criador. Uma tese entretanto rejeitada pela justiça britânica. Na comunidade cripto, isso causa sérias controvérsias. O maior perigo para o bitcoin poderia vir, desta vez, dos estúdios?

En bref
- O filme “Bitcoin”, dirigido por Doug Liman, conta com Gal Gadot, Casey Affleck e Pete Davidson no elenco, em uma história centrada em Craig Wright.
- No entanto, a justiça britânica rejeitou as alegações de Craig Wright, declarando-o culpado de falsificação de documentos perante os tribunais.
- Calvin Ayre, apoiador de longa data de Wright, participou do financiamento desse filme polêmico, que poderia induzir o público em geral ao erro.
- O filme ainda não tem distribuidora nos Estados Unidos, o que deixa dúvidas sobre suas chances de sucesso comercial.
Quando Hollywood resolve reescrever a história do bitcoin
Na teoria, o projeto tem tudo para ser um blockbuster: um diretor renomado, Doug Liman (responsável por “The Bourne Identity” e “Sr. & Sra. Smith”), um elenco estrelado com Gal Gadot, Casey Affleck, Pete Davidson e Isla Fisher, tudo por 70 milhões de dólares. O que chama atenção, no entanto, é o tema escolhido para tal investimento: o bitcoin, e mais precisamente seu mito fundador, Satoshi Nakamoto.
A história acompanha Gal Gadot no papel de uma jornalista investigando Craig Wright, interpretado por Casey Affleck; Pete Davidson representa Calvin Ayre, o financista controverso que apoia Wright há anos. A tese do filme pende, sem grande surpresa, a favor deste último. Terence Michael, que revelou a informação, resume o risco numa frase que circula pela criptoesfera:
O público em geral assistirá a este filme e o aceitará como palavra definitiva, deixando a comunidade Bitcoin obrigada a se defender continuamente contra uma revisão hollywoodiana da história.
Fonte : Terence Michael
Craig Wright e Calvin Ayre: a novela que está rachando o mundo crypto
Craig Wright não é desconhecido para quem acompanha o bitcoin há alguns anos. Ele afirmou por muito tempo ser Satoshi Nakamoto, o misterioso criador da criptomoeda. Em 2024, um tribunal britânico decidiu: falsificação de documentos, alegações rejeitadas, processo arquivado. Uma decisão que deveria ter encerrado o debate de uma vez por todas. Hollywood, aparentemente, não concorda.
O roteiro, de fato, retoma a tese Wright, a de um gênio incompreendido perseguido por uma coalizão de bilionários da tecnologia e governos hostis.
Como ele poderia não ser Satoshi se uma coalizão de bilionários da tecnologia, governos e organizações cripto gastou centenas de milhões só para desacreditá-lo?
Fonte : Terence Michael.
O que atiça a revolta é que Calvin Ayre, principal financiador de Wright, participou do financiamento do filme. Na comunidade, a raiva cresce; alguns já conversam sobre financiar uma obra concorrente para restabelecer os fatos.
Gal Gadot, a IA e o fim do cinema como a gente conhece
Outro ponto de conflito: o uso massivo de inteligência artificial nas filmagens. O filme foi realizado em um galpão vazio, sem cenários ou iluminação tradicionais — a IA gerou todo o ambiente na pós-produção, economizando mais de 130 milhões de dólares. Gal Gadot defende esse método sem hesitar, mesmo que isso cause choque em certos puristas da profissão: ” O trem já partiu. Você trabalhará com IA ou ficará totalmente fora do jogo“.
A atriz, porém, não deixou nada ao acaso: seis meses de negociações com seus advogados para garantir que a inteligência artificial nunca interferiria em sua atuação na tela. Ela explica: ” Eu não queria que a IA tivesse nada a ver com minha performance “. Nas filmagens, descreve uma liberdade incomum: ” Aqui filmávamos sem interrupção, já que não precisávamos esperar iluminação. Filmávamos repetidas vezes, durante dez horas. Foi incrível“.
Por que esse filme pode mudar a história do bitcoin para milhões de espectadores
O filme ainda não encontrou distribuidor nos Estados Unidos; os estúdios parecem hesitar em se associar a um projeto tão controverso. Se conseguir um distribuidor, contudo, a história ganha outra dimensão: um filme de grande orçamento, estrelado por celebridades e um diretor reconhecido, alcança milhões de espectadores muito além dos documentários restritos. É justamente isso que preocupa os defensores históricos do bitcoin — uma narrativa capaz de se fixar duradouramente no imaginário coletivo, verdadeira ou não.
Terence Michael mantém uma visão equilibrada sobre tudo: ” Espero um bom filme do ponto de vista cinematográfico. Mas fico triste que o primeiro grande filme sobre Bitcoin, com esse título, possa confundir os novatos sobre a história“.
O que é importante lembrar sobre o filme “Bitcoin”
- Orçamento oficial do filme: 70 milhões de dólares, contra cerca de 200 milhões sem o uso de IA.
- Diretor: Doug Liman, conhecido por “The Bourne Identity” e “Sr. & Sra. Smith”.
- Principal financiador controverso: Calvin Ayre, apoiador histórico de Craig Wright há anos.
- Motivo da polêmica: o filme apresenta Craig Wright como sendo Satoshi Nakamoto.
- Status de distribuição: nenhum distribuidor americano confirmado até agora para o filme.
Hollywood apropria-se da história do bitcoin, mesmo que entregue uma versão intensamente contestada. Craig Wright, a inteligência artificial, Gal Gadot: todos os ingredientes do filme alimentam a controvérsia. A batalha para contar a história do bitcoin agora ocorre nas grandes telas. O verdadeiro perigo, desta vez, pode muito bem vir de Hollywood.
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La révolution blockchain et crypto est en marche ! Et le jour où les impacts se feront ressentir sur l’économie la plus vulnérable de ce Monde, contre toute espérance, je dirai que j’y étais pour quelque chose
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