China endurece a cripto, enquanto petróleo e IA reacendem sua guerra com os Estados Unidos
A China tem enviado sinais fortes nas últimas 24 horas. Ela continua a endurecer sua política econômica e tecnológica, enquanto reforça seu controle sobre as criptomoedas. Pequim regula ainda mais os capitais americanos e acelera sua autonomia em inteligência artificial. Paralelamente, as sanções de Washington contra empresas energéticas chinesas adicionam uma pressão extra. Entre finanças, tecnologia e energia, a relação de forças entre Pequim e Washington assume uma nova dimensão.

Em resumo
- A China reforça seu controle sobre as criptomoedas, também focando na sua promoção online.
- Pequim quer limitar a entrada de capitais americanos em suas empresas tecnológicas sensíveis.
- DeepSeek e Huawei ilustram a vontade chinesa de reduzir sua dependência de chips americanos.
- Entre as restrições chinesas e as sanções de Washington, as tensões entre os dois países continuam a se intensificar.
Cripto: a China amplia sua proibição à promoção online
O Banco Central chinês e outras sete autoridades reguladoras finalizaram novas regras que regulam a comercialização online de produtos financeiros. Essas medidas também abrangem conteúdos relacionados à cripto e reforçam o controle sobre sua promoção nas plataformas digitais.
Segundo o FinanceFeeds, o texto classifica explicitamente a emissão e a troca de criptomoedas como atividades financeiras ilegais. Ele também mira operações de câmbio não autorizadas. Assim, prolonga a posição adotada pela China em 2021, quando as transações em criptomoedas foram proibidas no país.
No entanto, essa nova etapa não trata apenas da compra ou venda de cripto. Ela também mira na forma como esses serviços são apresentados ao público. As autoridades querem limitar a promoção online, especialmente via plataformas sociais, afiliação e conteúdos de influenciadores.
Agora, plataformas, agências, intermediários e criadores de conteúdo podem ser afetados por essas regras. Qualquer entidade que facilite a promoção de atividades financeiras consideradas ilegais por essa nova regulamentação pode ser responsabilizada. As novas regras, publicadas oficialmente sob o número 9 e datadas de 21 de abril, entrarão em vigor em 30 de setembro.
Pequim freia os capitais americanos e impulsiona sua autonomia na IA
A China também quer limitar a entrada de capitais americanos em certas empresas tecnológicas locais. Segundo um relatório da Bloomberg, reportado pela Reuters, Pequim pretende submeter esses investimentos à aprovação prévia do governo. Essa medida miraria principalmente startups ativas em inteligência artificial e tecnologias avançadas.
Os reguladores chineses, incluindo a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, já teriam dado orientações para várias empresas privadas. Elas deveriam recusar fundos americanos em suas captações de recursos, a não ser que haja autorização oficial. Assim, o controle não abrange apenas grandes empresas listadas, mas também jovens empresas inovadoras.
Entre as empresas mencionadas estão Moonshot AI e StepFun, duas startups especializadas em inteligência artificial. ByteDance, proprietária do TikTok, também estaria envolvida. As autoridades não querem que a empresa permita vendas secundárias de ações para investidores americanos sem validação prévia.
Essa orientação ocorre em um contexto de vigilância reforçada sobre tecnologias sensíveis. Pequim busca evitar que investidores americanos adquiram participações em setores considerados ligados à segurança nacional. O caso Manus teria ampliado essas preocupações e levado à revisão por várias agências, incluindo o Ministério do Comércio da China.
Ao mesmo tempo, a DeepSeek anunciou o lançamento do seu modelo V4, otimizado para os chips Huawei Ascend 950. Esse modelo open source tem 1,6 trilhão de parâmetros e reduz custos em 73% comparado à versão anterior. Essa evolução reforça a ideia de uma cadeia tecnológica chinesa mais autônoma.
A DeepSeek também apresenta seu modelo como um avanço em raciocínio e codificação. Ele supera diversos modelos open source e se aproxima das soluções fechadas da Google e OpenAI. Assim, a China mostra que quer ganhar terreno na inteligência artificial sem depender dos chips americanos.
Escalada das tensões energéticas entre Pequim e Washington
Além disso, as tensões entre China e Estados Unidos se estendem ao setor de energia. Em 24 de abril, Washington anunciou em um comunicado oficial sanções contra a Hengli Petrochemical Dalian, uma refinaria independente chinesa. As autoridades americanas a acusam de ter comprado petróleo iraniano no valor de vários bilhões de dólares.
O Departamento do Tesouro dos EUA também mirou cerca de quarenta companhias marítimas e navios. Segundo Washington, esses atores participariam do transporte do petróleo iraniano por uma frota paralela. Essa decisão ocorre em meio a uma pressão crescente sobre as receitas petrolíferas de Teerã.
Por sua vez, Pequim rejeita essas sanções unilaterais, que considera ilegais. A embaixada da China em Washington pediu aos EUA que não politizem as trocas comerciais, científicas e tecnológicas. Também pediu que não usem as sanções como ferramenta contra empresas chinesas.
Essas medidas aumentam a pressão sobre as refinarias independentes chinesas. Muitas empresas do setor já haviam sido alvo de sanções americanas. Assim, algumas refinarias enfrentam dificuldades de abastecimento e margens já frágeis.
A curto prazo, o petróleo iraniano continua sendo um ponto de atrito entre as duas potências na medida em que o conflito no Oriente Médio se intensifica. Essa situação pode reforçar a desconfiança econômica entre China e Estados Unidos. Também pode complicar as trocas relacionadas à energia, especialmente se as sanções americanas continuarem a crescer.
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Journaliste et rédacteur web passionné par l’univers des cryptomonnaies et des technologies Web3. J’y traite les dernières tendances et actualités afin de proposer un contenu de haute qualité à un large public du secteur.
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