Cripto : 4 bilhões de ONE criados ilegalmente, Harmony confirma a falha
Harmony confirmou em 12 de agosto uma falha que permitiu criar 4 bilhões de ONE sem autorização. No valor atual, isso representa cerca de 3,2 milhões de dólares. O token perdeu 34% em 24 horas. O valor não é enorme na escala de hacks cripto. O problema é mais sério: alguém teria conseguido aumentar diretamente a oferta de ONE.

Em resumo
- Harmony confirma a criação não autorizada de 4 bilhões de ONE.
- Cerca de 97% dos tokens já teriam saído do endereço do atacante.
- A causa técnica da falha ainda não foi divulgada.
Crypto : Harmony descobre 4 bilhões de ONE fora das contas
O alerta veio de Juiceberg no X. Harmony então confirmou o incidente. Uma má lembrança para a rede: seu ponte Horizon já havia perdido quase 100 milhões de dólares em 2022.
Desta vez, não há ponte esvaziada nem carteira comprometida, pelo menos segundo as informações disponíveis. O atacante teria explorado blocos vazios para criar 4 bilhões de ONE.
Outra curiosidade, e não menos importante: totalSupply não teria contabilizado imediatamente esses novos tokens. A oferta exibida por algumas ferramentas, portanto, não correspondia mais à que circulava realmente.
Harmony ainda não publicou uma explicação técnica completa. A equipe prepara uma correção, trabalha com várias exchanges para bloquear os fundos e considera um rollback. Esta última opção consistiria em retornar a blockchain a um estado anterior.
A cripto ONE agora vale cerca de 0,0008 dólar após uma queda de 34% em um dia. Os 4 bilhões de tokens criados representam aproximadamente 3,2 milhões de dólares.
É pouco comparado aos 100 milhões perdidos no Horizon. Mas o paralelo é enganoso. Aqui, o assunto não é tanto a quantia, mas a possibilidade de fabricar ONE fora das regras previstas.
Os ONE já foram para as exchanges
Segundo Juiceberg, restariam cerca de 115 milhões de ONE no endereço do atacante. Isso representa 2,9% dos 4 bilhões criados. O restante já teria sido vendido ou enviado para endereços de depósito pertencentes a plataformas centralizadas.
A margem de manobra é, portanto, estreita. Harmony ainda pode tentar congelar o que resta identificável. Para o restante, tudo dependerá da cooperação das exchanges e da capacidade de rastrear os movimentos. Esse tipo de caça não é novidade na cripto. Os fundos passam de um endereço para outro, depois buscam uma saída. Em 2026, Ethereum e Solana já eram os principais alvos dos hackers cripto.
Harmony tem, no entanto, uma particularidade. O incidente não parece se limitar a um aplicativo terceiro. É o token nativo da rede que está no centro da falha.
Ainda não se sabe como.
Bug de software, privilégio desviado, problema de consenso ou outro mecanismo interno: Harmony não publicou informações suficientes para decidir. Provavelmente é mais importante, neste estágio, do que saber quantos dólares poderão ser recuperados.
Quatro anos após Horizon, a confiança retorna ao debate
Em junho de 2022, a ponte Horizon perdeu quase 100 milhões de dólares após a comprometimento de seu sistema multisig. O FBI depois atribuiu o ataque ao Lazarus Group e APT38, ligados à Coreia do Norte.
Nada atualmente liga a nova falha a esses grupos.
Mas os detentores de ONE têm memória. Quatro anos após Horizon, Harmony deve novamente explicar por que uma operação impossível no papel pôde ocorrer em sua rede.
Um rollback pode apagar transações. Ele não apaga as perguntas.
Harmony terá que publicar a causa exata, explicar por que totalSupply não acompanhou imediatamente e, acima de tudo, demonstrar que o método empregado não pode mais funcionar.
O setor cripto se tornou muito menos paciente com projetos que acumulam incidentes. Mais de 100 projetos cripto já fecharam em 2026, às vezes após uma sucessão de problemas técnicos ou financeiros. Harmony reconheceu a falha rapidamente. É um começo. Mas o verdadeiro problema agora se resume a uma questão simples: se 4 bilhões de ONE puderam ser criados uma vez, o que impede que isso aconteça de novo?
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Enseignante et ingénieure IT, Lydie découvre le Bitcoin en 2022 et plonge dans l’univers des cryptomonnaies. Elle vulgarise des sujets complexes, décrypte les enjeux du Web3 et défend une vision d’un futur numérique ouvert, inclusif et décentralisé.
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