Cripto : Coinbase pressiona os desenvolvedores a agir diante do quântico
A indústria de ativos digitais começa a se preparar para a chegada da computação quântica. Essa questão, ainda teórica hoje, desperta, porém, debates importantes dentro do ecossistema. Nesse contexto, a Coinbase convoca os desenvolvedores a acelerar os preparativos técnicos necessários. Segundo seu conselho consultivo dedicado ao quântico, a transição deve começar sem demora, especialmente para proteger redes principais como o Bitcoin diante dos riscos futuros.

Em resumo
- A Coinbase pede aos desenvolvedores de blockchain que iniciem agora a transição para uma segurança pós-quântica.
- O comitê consultivo considera que a indústria não deve esperar que uma ameaça quântica se torne iminente.
- Cerca de 7 milhões de Bitcoins poderiam estar potencialmente vulneráveis em endereços antigos ou inativos.
- Diversas opções estão sendo estudadas para fundos não migrados, desde o congelamento dos ativos até soluções intermediárias.
- As principais redes blockchain, incluindo Bitcoin e Ethereum, já começam a preparar sua adaptação à era pós-quântica.
Cripto : Coinbase quer iniciar a transição pós-quântica agora mesmo
O conselho consultivo quântico da Coinbase considera que a comunidade cripto deve engajar imediatamente os trabalhos necessários para a migração a sistemas resistentes à computação quântica. Os desenvolvedores não devem esperar que um consenso seja alcançado sobre o tratamento dos fundos vulneráveis ou abandonados.
Segundo o relatório da Coinbase publicado na quinta-feira, o comitê especifica que nenhum computador quântico hoje é capaz de quebrar os mecanismos criptográficos usados pelas blockchains :
Nenhum computador quântico pode atualmente quebrar a criptografia blockchain, mas os prazos permanecem incertos; portanto, a comunidade cripto deve começar a se preparar agora, em vez de debater o momento exato em que a ameaça pode se concretizar.
Conselho consultivo quântico da Coinbase
Entretanto, os prazos continuam difíceis de prever. Por isso, os especialistas consideram que o ecossistema Cripto deve antecipar em vez de reagir de forma emergencial.
Criado em janeiro, esse conselho reúne pesquisadores do meio acadêmico e da indústria. Sua missão é estudar as consequências potenciais da computação quântica sobre as redes blockchain e propor caminhos para preparação.
Uma das principais preocupações diz respeito aos ativos cujos proprietários nunca migrarão para endereços protegidos contra futuras capacidades quânticas. Essa questão pode se tornar um tema importante para todo o setor Cripto nos próximos anos.
Bitcoin diante do desafio dos endereços vulneráveis
Segundo o relatório, um computador quântico suficientemente potente para comprometer as assinaturas digitais usadas pelo Bitcoin poderia surgir já em 2030. Essa perspectiva alimenta reflexões sobre as medidas a serem adotadas antes que tal situação aconteça.
O comitê considera que “vários milhões de bitcoins (cerca de 7 milhões) estariam hoje expostos em endereços antigos cujas chaves públicas já são visíveis“. Esses fundos poderiam se tornar alvos potenciais caso os avanços quânticos atinjam um nível suficiente.
Os pesquisadores mencionam especialmente os ativos associados a endereços inativos há muito tempo, assim como alguns fundos atribuídos a Satoshi Nakamoto. Levando em conta diferentes tipos de endereços, cerca de sete milhões de bitcoins seriam atualmente considerados vulneráveis a longo prazo.
Diante desse cenário, o conselho apresenta vários cenários. O primeiro consiste em congelar definitivamente os ativos que não migrarem após um prazo definido. O segundo propõe não impor nada aos usuários, para respeitar os princípios históricos do Bitcoin e os direitos de propriedade associados aos fundos mantidos.
Diversas soluções estudadas para proteger as redes blockchain
O relatório também apresenta abordagens intermediárias. Algumas propostas visam limitar os movimentos de fundos vulneráveis por bloco. Outras sugerem o uso de mecanismos criptográficos alternativos para substituir gradualmente as assinaturas atuais.
Além disso, vários atores do setor já começaram a preparar essa transição. Em janeiro, a Fundação Ethereum criou uma equipe encarregada de coordenar sua adaptação à segurança pós-quântica. Algumas semanas depois, um roteiro dedicado também foi apresentado para acompanhar essa evolução.
Em abril, o conselho consultivo da Coinbase destacou que algumas redes que operam com prova de participação podem estar particularmente expostas a ataques quânticos futuros. As assinaturas usadas pelos validadores baseiam-se em mecanismos criptográficos que podem ser afetados por esses avanços tecnológicos.
Por sua vez, a Stellar Development Foundation revelou recentemente um plano para acompanhar seus usuários rumo a uma criptografia resistente ao quântico. Enquanto isso, os desenvolvedores do Bitcoin continuam suas discussões sobre as modalidades de migração dos fundos afetados e sobre o tratamento dos ativos que permaneceriam vulneráveis.
Para o conselho da Coinbase, a prioridade continua clara: a comunidade cripto deve avançar agora nos aspectos técnicos frente à ameaça quântica. Segundo seus membros, os ativos dos usuários permanecem seguros hoje, mas a indústria não deve considerar a ausência de ameaça imediata como motivo para adiar sua preparação, especialmente para o Bitcoin. Nos próximos meses, o foco dos debates deverá ser nos mecanismos de migração e no equilíbrio entre segurança, propriedade dos ativos e continuidade das redes.
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Journaliste et rédacteur web passionné par l’univers des cryptomonnaies et des technologies Web3. J’y traite les dernières tendances et actualités afin de proposer un contenu de haute qualité à un large public du secteur.
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