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Estados Unidos : os jovens americanos não acreditam mais na narrativa econômica de Trump

16h15 ▪ 5 min de leitura ▪ por Evans S.
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Apenas 2% dos jovens americanos avaliam a economia americana como “excelente”. O número é minúsculo, mas revela uma divisão maior: para grande parte dos jovens de 18 a 34 anos, o crescimento prometido não se reflete nas contas, na gasolina ou na cesta de compras. Segundo o Generation Lab, 52% dos entrevistados descrevem a situação como ruim e 29% como catastrófica.

Ilustração em estilo de quadrinhos de um homem preocupado em um supermercado, segurando um recibo diante de um grande “2%” laranja, símbolo do pessimismo sobre a economia dos Estados Unidos.

Em resumo

  • Apenas 2% dos jovens americanos avaliam a economia como excelente.
  • Trump e as grandes empresas concentram a raiva.
  • O custo de vida pesa mais que as promessas pró-cripto.

Uma economia percebida como bloqueada

A pesquisa mostra sobretudo uma economia com dois ritmos: enquanto a fortuna de Elon Musk ultrapassa 800 bilhões de dólares, mais de 84% dos jovens de 18 a 24 anos julgam a situação ruim ou terrível. O contraste é brutal. Isso dá uma leitura mais social do que estritamente macroeconômica do mal-estar americano.

Não é apenas um humor passageiro. É uma desconfiança instalada. Muitos jovens veem fortunas históricas sendo construídas no topo, sem que essa prosperidade se reflita no seu dia a dia.

Entre os de 25 a 29 anos, o pessimismo continua quase tão forte. Nos de 30 a 34 anos, diminui um pouco, mas ainda é majoritário. Em outras palavras, entrar na vida ativa não traz mais tanta segurança. A palavra “excelente” torna-se quase inexistente. Aparece em apenas 2% dos entrevistados. Em um país acostumado a vender otimismo econômico, esse resultado soa como um alerta vermelho. A responsabilidade política aparece rapidamente nas respostas. Entre os que avaliam mal a situação, 41% apontam Donald Trump. Entre os de 18 a 24 anos, essa parcela sobe para 42%, seguida da ganância das grandes empresas.

Mas o rejeição não é apenas partidária. As grandes empresas também são acusadas. Muitos jovens veem os preços subirem, sem que os salários acompanhem na mesma proporção. O poder de compra se torna verdadeiro voto. Essa dupla acusação é significativa. Ela diz que o problema vai além da Casa Branca. Uma parte da juventude americana pensa que o sistema econômico recompensa principalmente os já poderosos.

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O custo de vida supera o discurso pró-cripto

O paradoxo está aí. Trump pode apresentar uma linha favorável às criptomoedas. Ele até apoiou iniciativas como o Bitcoin Act e a ideia de uma reserva estratégica de BTC. Mas isso não é suficiente para mudar a percepção econômica dos jovens. A cripto fala de futuro, enquanto a gasolina fala do presente.

Os preços nas bombas pesam muito nesse ambiente. Em 4 de maio de 2026, a gasolina comum estava em média a 4,46 dólares por galão nos Estados Unidos, seu nível mais alto desde o verão de 2022. Subiu 1,48 dólar desde o final de fevereiro, em meio ao conflito iraniano e à alta do petróleo.

Essa pressão energética se junta a outra preocupação: o Estreito de Ormuz. A disparada do petróleo, ligada às tensões com o Irã, já foi analisada no contexto do confronto entre Trump, Teerã e os mercados de petróleo. Para as famílias, essa geopolítica sempre acaba assumindo uma forma muito concreta: um tanque mais caro.

A inflação reforça essa pressão. A Reuters destaca que a inflação americana permanece acima da meta de 2% do Fed há vários anos, com uma nova alta ligada à energia. O PCE anual atingiu 3,5% em março, enquanto alguns modelos prevêem ainda mais tensão.

Uma crise de confiança acima de tudo

Essa pesquisa não diz apenas que os jovens americanos estão insatisfeitos. Diz que eles não acreditam mais na narrativa oficial. Quando apenas 16% avaliam a economia como boa e 2% como excelente, o problema se torna narrativo tanto quanto estatístico.

Outras pesquisas confirmam essa fraqueza política. A pesquisa Harvard CAPS/Harris de abril de 2026 coloca a aprovação de Trump em 42%, com seus índices mais baixos em inflação, economia e gestão do conflito iraniano.

Mesmo a batalha regulatória em torno da cripto não é suficiente para reverter essa impressão. Os debates sobre stablecoins, bancos e legislação digital mostram uma administração muito ativa nos ativos digitais, como ilustra o artigo da Cointribune sobre Trump, os bancos e a lei cripto. Mas para os jovens americanos, o tema central permanece simples: viver custa caro. Portanto, a economia americana não é apenas avaliada em Wall Street. É avaliada no posto de gasolina, nos aluguéis, nos empréstimos e nas compras. E nesse terreno, os jovens eleitores parecem já ter dado seu veredito.

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Evans S.

Fasciné par le bitcoin depuis 2017, Evariste n'a cessé de se documenter sur le sujet. Si son premier intérêt s'est porté sur le trading, il essaie désormais activement d’appréhender toutes les avancées centrées sur les cryptomonnaies. En tant que rédacteur, il aspire à fournir en permanence un travail de haute qualité qui reflète l'état du secteur dans son ensemble.

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