França : Um plano reforçado para proteger melhor os profissionais da cripto
A França reforça seu dispositivo de segurança após 77 casos de sequestro, detenção ilegal, extorsão ou tentativa relacionadas ao setor cripto desde o início de 2026. Diante desse aumento rápido, as autoridades querem acelerar os alertas, identificar melhor os mandantes e proteger os profissionais assim como seus parentes.

Em resumo
- A França registra 77 casos violentos relacionados à cripto em 2026.
- Cerca de 200 suspeitos foram detidos.
- O governo reforça os alertas e a cooperação internacional.
Cripto : 77 casos registrados desde janeiro
O ministro do Interior Laurent Nuñez apresentou esses números em 30 de junho diante da Associação para o Desenvolvimento de Ativos Digitais. Os 77 casos registrados já ultrapassam largamente os 45 casos relatados em 2025. A França, no entanto, já havia começado a preparar um plano de proteção vários meses antes.
Esse número não corresponde somente a 77 sequestros levados até o fim. Ele também inclui detenções ilegais, extorsões e tentativas frustradas. Essa precisão não reduz a gravidade do fenômeno. Mostra, ao contrário, que as redes criminosas aumentam os reconhecimentos e as operações.
Cerca de 200 pessoas foram presas após agressões ou durante intervenções preventivas. Em um caso recente na Somme, os suspeitos teriam sido detidos oito horas após os fatos. As autoridades agora querem reduzir ainda mais esse prazo.
A ameaça cripto se torna mais organizada
Os agressores não miram mais somente os fundadores de plataformas ou os investidores muito visíveis. Suas famílias, seus funcionários e, às vezes, ex-detentores de cripto também podem ser alvos. Algumas vítimas nem possuem mais as quantias que os criminosos pensam encontrar.
As redes frequentemente usam informações disponíveis online. Publicações em redes sociais, fotos de viagens, anúncios de ganhos ou vazamentos antigos de dados podem ser usados para traçar um perfil financeiro. A visibilidade torna-se, então, um risco físico.
A França já teve vários casos envolvendo equipes recrutadas por mensagens. Os executores podem ser jovens e pouco experientes, enquanto os organizadores ficam à distância, às vezes no exterior. Essa estrutura complica as investigações e facilita a rápida substituição das pessoas presas.
O fenômeno dos wrench attacks confirma essa evolução. A segurança cripto não depende mais somente de senhas, carteiras físicas e autenticação em dois fatores. Agora envolve também residências, deslocamentos e dados pessoais.
A França quer acelerar os alertas
O primeiro eixo anunciado baseia-se em um melhor compartilhamento de informações. Os serviços devem cruzar mais rapidamente dados sobre veículos, contas online, recrutamentos e grupos suspeitos de ordenar os ataques.
O governo também quer reforçar sua parceria com a Adan. Uma rede de especialistas deve reunir as empresas cripto e os serviços do Estado. O objetivo é melhorar as denúncias e ajudar os policiais a compreender os mecanismos técnicos usados nas extorsões.
No total, 724 profissionais do setor já teriam se registrado em plataformas que permitem sua identificação imediata pelas forças da ordem. Esse número teria crescido 11%. Esse sistema deve evitar que uma denúncia envolvendo um ator cripto seja tratada como um caso comum.
O terceiro eixo visa a coordenação entre os serviços franceses e os países onde estão certos mandantes. As prisões locais continuam insuficientes quando os organizadores pilotam as operações do exterior.
A segurança vai além da proteção das carteiras
A resposta policial pode limitar os ataques, mas não eliminará o risco criado pela exposição dos dados. As plataformas, os órgãos públicos e as empresas do setor às vezes possuem informações que podem identificar os investidores e seus ativos.
Um vazamento interno ou um ciberataque pode transformar essas bases em ferramentas de seleção. As autoridades precisarão, portanto, proteger as vítimas potenciais sem criar novos arquivos fáceis de serem desviados.
Para os investidores, a discrição se torna uma medida de segurança. Exibir publicamente seus ganhos, endereço ou valor da carteira pode atrair atenção indesejada. A separação entre identidade pública e atividade financeira ganha nova importância.
A França assim passa de uma resposta realizada caso a caso para uma estratégia mais estruturada. As prisões mostram que as investigações avançam, mas o aumento para 77 casos revela que a ameaça permanece ativa. A proteção do setor dependerá tanto da cooperação policial quanto da segurança dos dados e da prevenção das extorsões cripto.
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Enseignante et ingénieure IT, Lydie découvre le Bitcoin en 2022 et plonge dans l’univers des cryptomonnaies. Elle vulgarise des sujets complexes, décrypte les enjeux du Web3 et défend une vision d’un futur numérique ouvert, inclusif et décentralisé.
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