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O Brasil ataca os mercados preditivos com Kalshi e Polymarket na mira

8h15 ▪ 4 min de leitura ▪ por Ghiles A.
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O Brasil reforça seu controle sobre os mercados de previsão ligados a cripto e apostas financeiras. As autoridades iniciaram o bloqueio de 27 plataformas, incluindo Kalshi e Polymarket. Esta medida ocorre após uma diretiva do Ministério das Finanças e uma ação da Agência Nacional de Telecomunicações. Segundo as autoridades, esses serviços não respeitam o marco legal atual. O assunto vai além da questão cripto. Também envolve jogos de azar, proteção dos usuários e estabilidade financeira.

Ilustração mostrando o Brasil mirando as plataformas Kalshi e Polymarket no contexto de um endurecimento regulatório sobre os mercados de previsão.

Em resumo

  • O Brasil iniciou o fechamento de 27 plataformas de mercados preditivos, incluindo Kalshi e Polymarket.
  • As autoridades consideram que esses serviços não respeitam o marco jurídico brasileiro atual.
  • A nova resolução proíbe contratos relacionados a esportes, política, entretenimento e eventos sociais.
  • Contratos relacionados a indicadores econômicos continuarão autorizados, mas sob vigilância dos mercados financeiros.

As autoridades brasileiras iniciaram o fechamento de 27 plataformas de mercados preditivos, incluindo Kalshi e Polymarket. Anunciada na sexta-feira, esta decisão segue uma diretiva do Ministério das Finanças e uma medida de aplicação da Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel, segundo a Agência Brasil.

As autoridades consideram que esses serviços não se enquadram no marco jurídico brasileiro vigente. Portanto, consideram-nos ilegais. Esta medida marca um endurecimento contra as plataformas de mercados preditivos que operam sem autorização no país.

Dario Durigan, o ministro das Finanças brasileiro, justificou essa decisão pela falta de regras que durante muito tempo cercaram esse setor no Brasil. Ele declara durante uma coletiva de imprensa no Palácio Presidencial:

Acompanhamos de perto a evolução desse setor no Brasil, que viveu um período de anarquia devido à ausência de regras e controle, de 2018 a 2022. 

Dario Durigan, ministro das Finanças brasileiro

Essa decisão ocorre após a publicação da resolução 5.298 do Conselho Monetário Nacional na sexta-feira. O texto, aguardado para o início de maio, proíbe contratos relacionados a esportes, política, entretenimento ou eventos sociais. Em contrapartida, contratos relacionados a indicadores econômicos continuarão autorizados, sob supervisão financeira.

Mercados preditivos e endividamento das famílias 

Além disso, Dario Durigan considera que os mercados preditivos podem aumentar o endividamento das famílias e expor os usuários a riscos financeiros elevados. Segundo ele, essa supervisão faz parte de uma estratégia mais ampla de redução das dívidas de famílias, pequenas empresas e estudantes.

Enquanto nos esforçamos para reduzir o endividamento das famílias, pequenas empresas e estudantes, também devemos prevenir o aparecimento de novas formas de endividamento prejudicial.

Dario Durigan, ministro das Finanças brasileiro

As plataformas bloqueadas incluem serviços internacionais e atores voltados para o Brasil. A lista compreende especialmente Kalshi, Polymarket, PredictIt, Robinhood, por sua função de previsão, e Fanatics Markets. Outras plataformas também estão incluídas, como ProphetX, Hedgehog Markets, Novig, Polyswipe, PRED Exchange e Stride. Serviços locais, como Palpita, Cravei, Previsao e MercadoPred, também figuram entre as plataformas visadas.

O Brasil se insere em uma tendência internacional de controle dos mercados preditivos. Na Europa, França, Bélgica e Países Baixos já bloquearam ou sancionaram plataformas operando sem autorização. Esses serviços são frequentemente associados a jogos de azar ou produtos financeiros não autorizados.

Nos Estados Unidos, o marco permanece mais fragmentado. Reguladores federais e estaduais nem sempre adotam a mesma interpretação, o que mantém tensões em torno de plataformas como Kalshi ou Polymarket. Nesse contexto, o Brasil adota uma abordagem mais direta: bloquear acessos considerados ilegais e autorizar apenas contratos relacionados a indicadores econômicos.

Essa linha pode inspirar outros mercados emergentes, enfrentando os mesmos desafios de inovação, proteção dos consumidores e estabilidade financeira. A curto prazo, as plataformas precisarão comprovar sua conformidade no mercado cripto brasileiro, enquanto os agentes não regulamentados correm o risco de deixar o país.

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Ghiles A.

Journaliste et rédacteur web passionné par l’univers des cryptomonnaies et des technologies Web3. J’y traite les dernières tendances et actualités afin de proposer un contenu de haute qualité à un large public du secteur.

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