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Rússia mira Telegram e acusa Pavel Durov por terrorismo

16h16 ▪ 6 min de leitura ▪ por Ariela R.
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Após vários anos de embate, o conflito entre a Rússia e o Telegram conhece um novo capítulo. O FSB acaba de formalmente acusar o fundador e CEO da plataforma de mensagens criptografadas, Pavel Durov. O motivo citado: cumplicidade com terrorismo. O Kremlin vai ainda mais longe ao incluir Durov na lista de procurados. Mais do que um simples processo judicial, este caso reacende o debate sobre a criptografia e a moderação de conteúdo. E não só isso! Alguns analistas já antecipam o impacto no ecossistema cripto TON.

Durov lidera o Telegram enquanto a Rússia tenta alcançá-lo

Em resumo

  • 29 de julho de 2026: o FSB acusa Pavel Durov de “facilitar atividades terroristas”.
  • A Rússia acusa o Telegram de ser usado para recrutar sabotadores por canais e bots.
  • Pavel Durov enfrenta processos judiciais na Rússia e na França.
  • O caso pode afetar o futuro do Telegram e o ecossistema cripto TON.

Telegram contra o FSB: Pavel oficialmente acusado de “facilitação de atividades terroristas”

A investigação preliminar data de fevereiro de 2026. E o veredicto saiu 6 meses depois (isto é, em 29 de julho de 2026): o fundador do Telegram é acusado com base no artigo 205.1, parágrafo 1.1, do código penal russo. Essa lei trata da ajuda a atividades terroristas. Ela prevê uma pena de até 15 anos de prisão, ou mesmo prisão perpétua.

Segundo o FSB, o Telegram se recusa a deletar canais de discussão e bots usados para coordenar ataques terroristas e atos de sabotagem na Rússia. Mais especificamente, essas ferramentas teriam sido usadas por serviços de inteligência ucranianos para preparar sabotagens, assassinatos em massa e fraudes digitais. As consequências? Mortes (incluindo mulheres e crianças) e danos materiais avaliados em bilhões de rublos.

Não para por aí! O comunicado oficial também menciona a prisão de 46 russos com idades entre 12 e 22 anos. Segundo o FSB, agentes ucranianos os recrutariam para realizar ataques contra infraestruturas estatais desde julho de 2025.

Vale notar que as afirmações vêm exclusivamente do comunicado da agência russa. Em outras palavras, as informações não foram verificadas por fontes independentes. Trata-se portanto de uma declaração oficial a se distinguir de um fato judicialmente comprovado.

A acusação contra Pavel Durov não é trivial

De fato, a investigação contra Durov só começou em fevereiro de 2026. No entanto, o regulador russo de mídia e telecomunicações, Roskomnadzor, já havia restringido o acesso ao Telegram desde agosto de 2025. A plataforma já foi multada em mais de 100 milhões de rublos neste ano por não remover conteúdos proibidos.

Segundo alguns analistas, a medida atual do FSB contrasta com uma declaração recente do Kremlin. Em 27 de julho, seu porta-voz Dmitri Peskov destacou que as discussões continuam com a direção do Telegram para resolver os problemas de acesso à plataforma. Ele porém aponta a falta de reatividade da empresa.

Para muitos, a acusação contra Durov soa como um ultimato judicial com uma mensagem clara: “cooperem ou agiremos”.

Vale saber: o fundador do Telegram também está sujeito a uma denúncia na França. Em agosto de 2024, ele foi preso e acusado por:

  • não cooperação com a justiça;
  • fraude organizada;
  • tráfico de entorpecentes;
  • pedofilia.

Ele foi libertado sujeito a controle judicial e ao pagamento de fiança de 5 milhões de euros.

Essa informação é relevante porque Pavel Durov possui quatro passaportes: russo, francês, dos Emirados e de Saint Kitts. Isso significa que o CEO do Telegram está atualmente sob jurisdição de dois sistemas judiciais com lógicas opostas. O caso francês trata da obrigação de cooperação com investigadores ocidentais. Já o FSB o acusa de cumplicidade com serviços de inteligência de um país em guerra com a Rússia.

Seu passaporte francês teoricamente o protege na Europa. No entanto, o processo em andamento em Paris complica a situação. Durov também não pode viajar para países que têm acordos de extradição com Moscou, mesmo na ausência de aviso da Interpol.

Qual o próximo passo para o Telegram? Os especialistas apontam três cenários

Atualmente, o Telegram possui mais de 90 milhões de usuários russos. Caso a plataforma seja totalmente bloqueada na Rússia, eles não terão outra escolha a não ser migrar para VPNs ou MAX. Este é um aplicativo russo de mensagens instantâneas lançado em 2025 e altamente apoiado por Moscou. O Telegram perderá um mercado considerável, mas manterá sua audiência global.

Segundo cenário: Pavel Durov negocia remotamente. Isso implicaria uma moderação parcial, consolidada pela abertura de um escritório legal na Rússia. Para alguns analistas, essa hipótese parece improvável, pois o fundador do Telegram já havia saído da Rússia em 2014. O motivo: recusa em censurar o VKontakte, a rede social que fundou em 2006.

Último cenário: a descentralização acelera. Isso significa que o ecossistema cripto TON se torna totalmente independente. A carteira GRAM se posicionaria como a infraestrutura financeira do Telegram, fora do alcance de qualquer tribunal. Aliás, a reação foi imediata no mercado cripto. A prova é o preço do Toncoin (renomeado para GRAM em junho) que caiu cerca de 3,50% em apenas 24 horas. No momento da redação deste artigo, está cotado a 1,39 $.

Em todo caso, 29 de julho marca um ponto de virada no conflito jurídico entre Rússia e Telegram. Principalmente, essa acusação confirma que o Telegram se tornou um tema geopolítico por excelência (muito além da simples mensageria criptografada). Resta ver se a pressão judicial russa influenciará as escolhas estratégicas de Durov em relação ao TON e o futuro da plataforma na Rússia.

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Ariela R.

Je m'appelle Ariela et j'ai 31 ans. J'oeuvre dans le domaine de la rédaction web depuis maintenant 7 ans. Je n'ai découvert le trading et la cryptomonnaie que depuis quelques années. Mais c'est un univers qui m'intéresse beaucoup. Et les sujets traités au sein de la plateforme me permettent d'en apprendre davantage. Chanteuse à mes heures perdues, je cultive aussi une grande passion pour la musique et la lecture (et les animaux !)

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