cripto para todos
Juntar-se
A
A

Euro digital: O BCE prepara um plano inédito para se livrar da Visa e Mastercard

16h45 ▪ 5 min de leitura ▪ por Evans S.
Informar-se Regulação de Cripto
Resumir este artigo com:

O euro digital toma um rumo mais político do que técnico. O BCE quer construir uma infraestrutura de pagamento europeia aberta, capaz de reduzir a dependência do continente em relação à Visa, Mastercard e às grandes carteiras digitais estrangeiras.

Une responsable européenne coupe un câble entre cartes bancaires et euro numérique lumineux.

Em resumo

  • O euro digital se torna uma ferramenta de soberania europeia.
  • O BCE quer reduzir a dependência da Visa e Mastercard.
  • O projeto ainda depende da adoção do regulamento europeu.

O BCE não quer mais apenas criar uma moeda digital

Enquanto a adoção de criptomoedas diminui nas economias desenvolvidas, o Banco Central Europeu firmou acordos com três organismos de normalização para preparar pagamentos em euro digital com base em padrões abertos. São eles a European Card Payment Cooperation, nexo standards e o Berlin Group.

Essas parcerias visam permitir que bancos, comerciantes e prestadores de serviços europeus se apoiem em uma infraestrutura técnica comum, livre dos trilhos proprietários das grandes redes internacionais.

Essa escolha muda a interpretação do projeto. Até agora, o euro digital era frequentemente apresentado como uma versão digital do dinheiro em espécie. Útil, mas um pouco abstrato para o público em geral. Com esse anúncio, o BCE mostra algo diferente. Também quer retomar o controle da infraestrutura dos pagamentos.

A mensagem é discreta, mas pesada. Na Europa, pagar com cartão ou carteira digital frequentemente significa usar uma infraestrutura não europeia. O consumidor não percebe isso. O comerciante sente através das taxas. Os bancos também sabem disso. Portanto, o BCE quer evitar que o euro digital nasça preso aos mesmos circuitos.

Três padrões para construir uma alternativa europeia

O primeiro pilar é o CPACE, liderado pela European Card Payment Cooperation. Ele deve servir para pagamentos sem contato, especialmente o famoso “tap-to-pay” usado em terminais físicos. O objetivo não é reinventar o gesto do pagamento. É mudar o que acontece por trás desse gesto.

O segundo pilar vem dos nexo standards. Seu papel é a conexão entre os terminais dos comerciantes, os adquirentes e os prestadores de pagamento. É uma parte menos visível, quase ingrata. No entanto, é aí que se decide a aceitação real de um meio de pagamento em lojas e caixas eletrônicos.

O terceiro pilar é o Berlin Group. Seus padrões já estão muito presentes no open banking europeu. Eles podem facilitar pagamentos ligados às contas, com identificadores simples como um número de telefone. Em outras palavras, o BCE não parte do zero. Ele reuniu blocos já conhecidos do mercado.

O verdadeiro assunto é a soberania dos pagamentos

O BCE não busca apenas uma solução mais barata. Quer margem de manobra. Em um mundo onde os pagamentos tornam-se estratégicos, depender de atores externos não é mais uma simples questão comercial. É uma vulnerabilidade.

A Reuters já lembrava que a instituição vê o euro digital como uma ferramenta para manter a moeda pública na economia digital, unificar um mercado europeu muito fragmentado e limitar o peso dos fornecedores não europeus. O custo previsto continua alto: entre 4 e 6 bilhões de euros para os bancos europeus em quatro anos, segundo uma estimativa comunicada por Piero Cipollone.

Mas esse custo também pode ser visto de outra forma. O BCE aposta que uma infraestrutura comum reduzirá as taxas a longo prazo, principalmente para os comerciantes. Os bancos distribuiriam os aplicativos aos usuários, enquanto o BCE não cobraria pelo serviço de rede às instituições financeiras. Esse detalhe é importante. Dá ao projeto uma lógica econômica, não apenas institucional. Paralelamente, a China endurece ainda mais sua postura contra a cripto e reduz gradualmente seus laços financeiros com os Estados Unidos, o que reforça a ideia de um mundo monetário cada vez mais fragmentado.

Maximize sua experiência na Cointribune com nosso programa "Read to Earn"! Para cada artigo que você lê, ganhe pontos e acesse recompensas exclusivas. Inscreva-se agora e comece a acumular vantagens.



Entrar no programa
A
A
Evans S. avatar
Evans S.

Fasciné par le bitcoin depuis 2017, Evariste n'a cessé de se documenter sur le sujet. Si son premier intérêt s'est porté sur le trading, il essaie désormais activement d’appréhender toutes les avancées centrées sur les cryptomonnaies. En tant que rédacteur, il aspire à fournir en permanence un travail de haute qualité qui reflète l'état du secteur dans son ensemble.

AVISO LEGAL

As opiniões e declarações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor e não devem ser consideradas como recomendações de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar qualquer decisão de investimento.