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Os eleitos americanos relançam o projeto de reserva estratégica de Bitcoin.

14h15 ▪ 5 min de leitura ▪ por Evans S.
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O Congresso americano devolve o Bitcoin ao centro do jogo político. Com o projeto ARMA, parlamentares querem transformar os bitcoins já detidos pelo Estado em uma verdadeira reserva estratégica, regulamentada por lei.

Ilustração em estilo HQ de políticos americanos discutindo por uma grande moeda Bitcoin laranja diante de um cofre no Capitólio.

Em resumo

  • O Congresso americano quer dar uma base legal para uma reserva estratégica de Bitcoin.
  • ARMA prevê uma conservação longa, com uma exceção relacionada à dívida nacional.
  • O debate envolve tanto a soberania digital quanto a volatilidade do BTC.

Washington quer dar um status oficial ao Bitcoin

O Congresso americano relança a batalha em torno da reserva estratégica de Bitcoin dos Estados Unidos com a American Reserve Modernization Act de 2026. O texto, apoiado principalmente por Nick Begich e Jared Golden, quer criar uma reserva federal de bitcoins gerida pelo Tesouro americano.

A ideia não é apenas armazenar ativos digitais. Trata-se principalmente de inserir o bitcoin na linguagem das reservas nacionais. Em outras palavras, considerá-lo como um ativo estratégico, da mesma forma que um estoque que o Estado não vende conforme os ciclos políticos.

O projeto ARMA retoma o espírito do BITCOIN Act, mas com uma ambição mais institucional. Quer trancar o assunto na lei. É aí que o assunto fica delicado. Uma reserva Bitcoin aprovada pelo Congresso teria mais peso que um simples decreto presidencial.

Uma reserva pensada para durar vinte anos

O ponto mais forte do texto é sua lógica de conservação a longo prazo. Os bitcoins colocados na reserva deveriam ser mantidos por pelo menos vinte anos. Existe uma exceção, porém: eles poderiam ser vendidos para reduzir a dívida nacional americana.

Essa escolha envia uma mensagem clara ao mercado. Os Estados Unidos não querem apenas acumular. Querem evitar vendas precipitadas que às vezes marcaram a gestão dos bitcoins apreendidos em processos judiciais. É uma forma de dizer: o estoque se torna político, quase patrimonial.

ARMA também mira a aquisição de um milhão de bitcoins em cinco anos por meio de estratégias ditas neutras para o orçamento. Em outras palavras, o projeto busca evitar dinheiro direto dos contribuintes. Essa precisão é crucial, pois tenta desarmar o argumento mais óbvio dos opositores: por que comprar um ativo tão volátil com fundos públicos?

O debate vai muito além do preço do bitcoin. ARMA também quer impor relatórios regulares de prova de reserva e auditorias independentes. Em um setor frequentemente criticado pela opacidade, essa promessa de transparência não é decorativa. Serve para tornar a ideia mais aceitável para o público em geral.

O texto também ressalta os direitos de propriedade digital. Afirma que o governo federal não deve violar o direito dos indivíduos de possuir ou guardar seus próprios ativos digitais. Esse detalhe fala diretamente à cultura cripto, muito ligada à autogestão.

Também é uma manobra política sutil. Os promotores do texto não vendem apenas uma reserva nacional. Associam o bitcoin à soberania financeira, à liberdade individual e à modernização do Estado. O vocabulário é escolhido. Visa os investidores, mas também os eleitores desconfiados de Washington.

Uma batalha longe de estar ganha

O caminho continua complicado. Em março de 2025, Donald Trump já havia assinado um decreto estabelecendo uma reserva estratégica de bitcoins alimentada pelos ativos apreendidos pelo Estado. Mas um decreto não tem a mesma força que uma lei. É exatamente essa lacuna que ARMA quer preencher.

Jared Golden resumiu simplesmente: os Estados Unidos já possuem bitcoin, mas o Congresso nunca definiu uma política federal clara para gerir esse ativo. O projeto ARMA tenta, portanto, transformar uma acumulação existente em uma estratégia nacional assumida.

Essa batalha faz parte de um contexto maior, aberto pelo decreto que transformou o bitcoin em ativo estatal. ARMA não garante uma revolução imediata. Mas mostra uma coisa: o Bitcoin não é mais tratado como uma curiosidade marginal em Washington. Torna-se um objeto de estratégia pública.

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Evans S.

Fasciné par le bitcoin depuis 2017, Evariste n'a cessé de se documenter sur le sujet. Si son premier intérêt s'est porté sur le trading, il essaie désormais activement d’appréhender toutes les avancées centrées sur les cryptomonnaies. En tant que rédacteur, il aspire à fournir en permanence un travail de haute qualité qui reflète l'état du secteur dans son ensemble.

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